Flávio Bolsonaro diz preferir mulher como vice e cita Tereza Cristina e Zema em conversas
Pré-candidato do PL à Presidência afirma que ainda não há definições nem negociações avançadas e diz buscar ampliar o alcance além do bolsonarismo
07/04/2026 às 07:20por Redação Plox
07/04/2026 às 07:20
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
BRASÍLIA — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, afirmou que prefere ter uma mulher como vice na chapa, mas disse que ainda não há definições nem negociações avançadas. O parlamentar intensifica as articulações para tentar consolidar seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto.
Flávio Bolsonaro também viajou recentemente para El Salvador e Estados Unidos
Foto: Agência Senado/Pedro França
A possibilidade de uma vice mulher, segundo o senador, faz parte de uma estratégia para ampliar o alcance eleitoral além do bolsonarismo. Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”, nesta segunda-feira (6/4), ele afirmou: “Eu gostaria que fosse uma mulher, mas não tem conversa com ninguém adiantada. Estamos pesquisando”.
Articulações citam Tereza Cristina e Romeu Zema
Entre os nomes mencionados nas conversas para composição de chapa estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas que ensaia uma candidatura à Presidência.
O senador também apareceu recentemente em viagens para El Salvador e Estados Unidos.
Senador nega irregularidades e comenta caso das “rachadinhas”
Questionado sobre o caso das chamadas “rachadinhas”, Flávio disse não saber sobre eventuais cobranças atribuídas ao ex-assessor Fabrício Queiroz. O senador já foi alvo de investigações que apontaram indícios de um esquema em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no qual assessores repassariam parte dos salários. Sobre o tema, afirmou: “Nunca respondi criminalmente por isso”.
Críticas ao TSE e ao STF voltam ao centro do discurso
Apesar de buscar um tom de moderação, Flávio retomou pautas associadas ao discurso do pai ao longo da entrevista. Ele voltou a questionar instituições brasileiras, afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria atuado de forma parcial nas eleições de 2022 e endossou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segurança pública e conversas na família Bolsonaro
Na área de segurança pública, o senador defendeu o endurecimento das leis e declarou: “Para mim, segurança pública tem que ser radical”. Durante a fala, associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a organizações criminosas, sem apresentar provas.
Flávio também abordou temas familiares. Disse que mantém conversas frequentes com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), e que, em alguns momentos, precisa “aparar arestas” e pedir para ele “segurar a onda”. Segundo o senador, o diálogo com Eduardo, que vive nos Estados Unidos, é mais constante do que com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL).
Tarcísio de Freitas e a disputa em São Paulo
Ao ser questionado sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio comentou a avaliação de uma ala da direita que defendia Tarcísio como sucessor de Jair Bolsonaro. De acordo com o senador, o pai optou por lançá-lo, e a decisão de manter Tarcísio em uma nova disputa em São Paulo teria ocorrido pela avaliação de que não havia outro nome competitivo no estado.