Cadastro de empregadores ligados a trabalho análogo à escravidão é atualizado; Amado Batista e BYD passam a integrar a relação
Atualização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desta segunda-feira (6) cita, entre os novos registros, o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD; Minas Gerais lidera as inclusões.
07/04/2026 às 07:48por Redação Plox
07/04/2026 às 07:48
— por Redação Plox
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O governo federal atualizou, nesta segunda-feira (6), o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. A nova divulgação incluiu 169 novos empregadores e elevou o total para 613 nomes, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e compilados por entidades que acompanham o tema.
Entre os novos registros, aparecem o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD.
Trabalho análogo à escravidão.
Foto: Ministério Público do Trabalho
169 novas inclusões ampliam cadastro e levam total a 613 nomes
Segundo as informações apresentadas na atualização, a entrada de 169 novos empregadores reforça o papel do cadastro como instrumento público de divulgação de responsáveis após a conclusão dos processos administrativos, com decisão definitiva.
O documento reúne tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas que foram responsabilizadas em casos envolvendo exploração e trabalho análogo à escravidão, conforme os critérios usados pelo MTE.
BYD e Amado Batista aparecem entre os novos registros
Entre os nomes adicionados nesta rodada está a BYD. De acordo com o texto da atualização, a inclusão da montadora ocorre após fiscalização e apurações relacionadas à construção de uma fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA), com resgate de trabalhadores chineses e avanço das apurações sobre o número de pessoas alcançadas pela operação.
O cantor Amado Batista também aparece entre os novos registros incluídos no cadastro divulgado nesta segunda-feira.
Minas lidera inclusões; São Paulo aparece na sequência
A atualização também evidenciou a concentração regional dos casos. Minas Gerais foi o estado com maior número de empregadores incluídos nesta rodada, com 35 registros, de acordo com o levantamento divulgado junto à atualização.
São Paulo aparece em seguida, com 20 inclusões.
Serviços domésticos e agropecuária concentram mais registros
Pelos dados apresentados, as atividades econômicas com maior número de empregadores incluídos foram serviços domésticos, criação de bovinos para corte, cultivo de café e construção de edifícios, entre outras.
No conjunto dos novos casos, o cadastro reúne situações que resultaram no resgate de trabalhadores em condições de exploração e trabalho análogo à escravidão.
Como funciona a “lista suja” e por quanto tempo o nome fica no cadastro
A “lista suja” é divulgada de forma periódica pelo MTE e reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas após a conclusão do processo administrativo, com decisão definitiva.
Em regra, o nome permanece por dois anos no cadastro. Após esse prazo, pode ser retirado, conforme as regras vigentes.