Terapeuta ocupacional é atacada por cão e leva oito pontos no braço em MG

Mulher foi derrubada e mordida ao tentar proteger a própria cadela; após atendimento, ferimento infeccionou e exigiu antibióticos e vacinas preventivas

07/04/2026 às 08:43 por Redação Plox

O que era para ser um passeio tranquilo com a cadela de estimação terminou em medo, dor e consequências físicas para uma terapeuta ocupacional na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ela levou oito pontos no braço após ser atacada por um cão de grande porte enquanto caminhava.

O episódio ocorreu pela manhã. A vítima passeava com a cadela, que estava na coleira, quando o animal agressor teria saído de uma residência próxima sem contenção e avançado em direção às duas. Ao tentar proteger a cachorra, a tutora acabou derrubada e mordida.

Mesmo ferida, a tutora saiu à procura do animal em meio ao trânsito e conseguiu encontrá-lo pouco depois.

Mesmo ferida, a tutora saiu à procura do animal em meio ao trânsito e conseguiu encontrá-lo pouco depois.

Foto: Redes Sociais


Cadela fugiu assustada e correu em direção a avenida

Depois do ataque, a situação ficou ainda mais tensa: assustada, a cadela fugiu em direção a uma avenida movimentada. Mesmo ferida, a tutora saiu à procura do animal em meio ao trânsito e conseguiu encontrá-lo pouco depois.

Atendimento médico, infecção e vacinas preventivas

A terapeuta foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento. Além dos pontos no braço, o quadro evoluiu com infecção nos dias seguintes, o que exigiu a troca de medicação por antibióticos mais fortes. Também foi necessário tomar vacinas preventivas, como a antirrábica e a antitetânica.

Vítima relata histórico de agressividade do mesmo cão

De acordo com a vítima, não teria sido a primeira vez que o mesmo cachorro apresentou comportamento agressivo. Semanas antes, segundo ela, o animal já havia avançado durante outro passeio, reforçando a preocupação com a falta de controle por parte dos responsáveis.

Boletim de ocorrência e apuração pela Polícia Civil

Após o ataque, foi registrado boletim de ocorrência e iniciado um procedimento junto à Polícia Civil. A vítima afirma que imagens de câmeras de segurança mostram o cachorro circulando livremente pela rua em diferentes momentos.

Impactos emocionais e alerta para ocorrências em Minas Gerais

Além das lesões físicas, o caso deixou efeitos emocionais importantes. A terapeuta relata que ainda não conseguiu retomar a rotina de trabalho e que tanto ela quanto a cadela passaram a se sentir mais inseguras após o ataque.

O episódio também chama atenção para um cenário mais amplo em Minas Gerais. Em 2026, já foram contabilizadas centenas de ocorrências envolvendo cães considerados agressivos, muitas em áreas urbanas de grande circulação.

Responsabilidade do tutor e possíveis implicações legais

Especialistas reforçam que a responsabilidade pelo animal é do tutor, inclusive quando há fuga ou falha na contenção. Em situações como essa, podem existir implicações legais, incluindo indenizações por danos físicos, psicológicos e materiais.

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