Daniela Mercury vira ré por suposto uso irregular de verba pública em show do 1º de Maio em SP
Ação aponta possível improbidade e “showmício” em apresentação na Praça Charles Miller, em 2022; Justiça da Bahia não localizou a cantora para oitiva em 2025, e o caso segue em andamento.
07/05/2026 às 17:00por Redação Plox
07/05/2026 às 17:00
— por Redação Plox
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A cantora Daniela Mercury tornou-se ré em um processo que investiga o suposto uso irregular de verba pública em São Paulo. A apuração envolve um show em que a artista teria exibido uma bandeira do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e puxado coros de apoio político durante a apresentação.
Daniela Mercury se torna ré por “showmício” pró-Lula em SP
Foto: Reprodução: Youtube
Show no Dia do Trabalhador é alvo de questionamento
O caso se refere à apresentação realizada em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller, durante o Dia do Trabalhador. Segundo a acusação, a conduta pode configurar improbidade administrativa e “showmício”, prática vedada fora do período de campanha oficial.
Deputado afirma que prefeitura financiou evento político-partidário
A ação foi movida pelo deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), que acusa a prefeitura de financiar um evento com caráter político-partidário. O parlamentar afirma que o custo total foi de R$ 170 mil, sendo R$ 100 mil destinados à artista. As informações são atribuídas a Daniel Nascimento, do jornal O Dia.
Defesa cita legalidade e liberdade de expressão
A defesa da produtora California sustenta que a contratação seguiu a legalidade e que a artista exerceu sua liberdade de expressão. Os advogados pedem a nulidade da intimação e argumentam que a responsabilidade não pode ser atribuída à cantora como pessoa física.
Processo prevê oitiva na Bahia e citações não foram cumpridas
O processo tramita na capital paulista, mas houve o envio de uma carta precatória para que a artista seja ouvida na Bahia. A Justiça baiana tentou localizar Daniela em abril de 2025, mas não teve sucesso no endereço indicado no mandado.
Outros artistas também são réus e caso segue em andamento
Além de Daniela Mercury, Dexter, KL Jay e Mateo Piracés também figuram como réus na ação. De acordo com a coluna citada, a cantora baiana integra o quadro societário da empresa responsável pelo contrato do evento.
O caso segue em andamento na Justiça e aguarda novas medidas após a devolução do mandado de citação não cumprido. A Prefeitura de São Paulo efetuou o pagamento dos cachês na época da gestão do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).