Lula deixa a Casa Branca após reunião de três horas com Trump; fala à imprensa muda de local
Encontro em Washington teve almoço e participação de ministros dos dois países, com temas como comércio, combate ao crime organizado e minerais críticos; presidente deve falar na embaixada do Brasil nesta tarde.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após uma reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7). O encontro durou cerca de três horas e contou com a participação de ministros dos dois países.
Havia a expectativa de que Lula e Trump falassem à imprensa no Salão Oval, mas o plano foi alterado. Agora, o presidente brasileiro deverá atender jornalistas na sede da embaixada do Brasil na capital norte-americana ainda nesta tarde.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após reunião seguida de almoço nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). A reunião foi previamente negociada pelas equipes dos dois governos, com a previsão de abordar temas como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.
Acordo recente mira tráfico internacional de armas e drogas
No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua voltado ao combate do tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países, para viabilizar uma investigação mais rápida de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Comitiva reúne ministros e direção da Polícia Federal
Integram a comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Tensões comerciais se intensificaram desde 2025
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, um período de tensões associado à política tarifária adotada por Donald Trump, com a retomada de medidas protecionistas observadas em seu primeiro mandato. O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, atingindo diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.
As justificativas apresentadas pelos Estados Unidos combinaram argumentos econômicos e políticos. Nesse contexto, houve também críticas à Suprema Corte do Brasil, relacionadas a decisões do Judiciário brasileiro no processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas que culminaram no 8 de janeiro de 2023.
Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. Diante do movimento, o governo brasileiro intensificou tratativas diplomáticas e, posteriormente, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Paralelamente, o Brasil fortaleceu instrumentos legais — como medidas de reciprocidade e retaliação — em uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo norte-americano.
No fim de 2025 e no início de 2026, houve um recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e a substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Ainda assim, setores como aço e alumínio seguem com taxas elevadas.
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