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Economia
Nova tabela do Imposto de Renda amplia isenção e cria taxação mínima para alta renda em 2026
Faixa de isenção sobe para rendas mensais de até R$ 5 mil e deve tirar 16 milhões de contribuintes do IR, enquanto novo imposto mínimo atinge quem ganha mais de R$ 600 mil por ano
08/01/2026 às 08:48por Redação Plox
08/01/2026 às 08:48
— por Redação Plox
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O ano de 2026 começou com mudanças importantes para quem tem carteira assinada, é servidor público, aposentado, pensionista ou planeja ingressar no serviço público por meio de concursos. A nova tabela do Imposto de Renda (IR), em vigor desde 1º de janeiro, amplia a faixa de isenção e reduz o desconto na fonte para milhões de brasileiros, com reflexos diretos nos salários pagos a partir de fevereiro.
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Foto: Agência Brasil
Ao mesmo tempo, cresce a expectativa em torno do valor do salário mínimo de 2026, usado como referência em concursos públicos, benefícios previdenciários e pisos salariais de diversas categorias.
Quem passa a ser isento do Imposto de Renda em 2026
Com as mudanças anunciadas pelo governo federal, ficam totalmente isentos do Imposto de Renda os contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. A nova regra alcança trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
De acordo com estimativas oficiais, cerca de 16 milhões de pessoas deixarão de pagar IR nessa faixa de renda. A ampliação da isenção é considerada um alívio especialmente para quem recebe salários mais baixos e médios, além de benefícios previdenciários.
Quem possui mais de uma fonte de renda, porém, precisa redobrar a atenção. Mesmo que cada rendimento individual seja inferior a R$ 5 mil, a soma anual pode levar a um complemento de imposto a pagar na declaração, caso o total ultrapasse os limites de isenção estabelecidos.
Desconto menor para salários até R$ 7.350
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a nova tabela prevê uma redução parcial e gradativa do imposto. Quanto mais próximo o salário estiver de R$ 5 mil, maior é o desconto obtido com o novo modelo. Acima de R$ 7.350, não há benefício adicional em relação às regras anteriores.
Essa redução também vale para o 13º salário, o que tem impacto relevante tanto para trabalhadores da iniciativa privada quanto para servidores públicos, já que o benefício de fim de ano passa a sofrer um desconto de IR menor dentro dessa faixa.
Tabela mensal do IR mantém faixas superiores
Para salários acima de R$ 7.350, seguem em vigor as faixas tradicionais do Imposto de Renda, mantidas nos mesmos valores aplicados em 2025. Nesses casos, são considerados os novos redutores definidos pela Receita Federal para o cálculo mensal do tributo.
Os efeitos da nova tabela sobre os rendimentos recebidos ao longo de 2026 serão percebidos na Declaração do Imposto de Renda de 2027, que leva em conta todo o ano-calendário de 2026.
Concursos públicos: impacto no salário líquido
A mudança na tabela do IR também altera o planejamento de quem estuda para concursos públicos e projeta a remuneração inicial na carreira. Salários iniciais de até R$ 5 mil passam a ser totalmente isentos, o que aumenta a renda líquida de aprovados na comparação com anos anteriores.
Já os cargos com remuneração entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão um desconto menor de imposto na folha, o que melhora o valor efetivamente recebido no início da carreira. Para candidatos, isso significa mais previsibilidade ao estimar o quanto vai sobrar no bolso, principalmente em concursos de nível médio e nos primeiros degraus das carreiras de nível superior.
Como fica a apuração anual do Imposto de Renda
Além da tabela mensal, a Receita Federal aplicará regras específicas no cálculo do imposto devido na declaração anual referente a 2026. A nova sistemática prevê isenção para rendimentos de até R$ 60 mil no ano, com redução gradual do imposto para rendas de até R$ 88,2 mil.
Acima desse patamar, não há desconto adicional vinculado a esses redutores anuais. O mecanismo não gera imposto negativo nem restituição extra automática; ele apenas reduz o valor devido dentro dos limites estabelecidos.
Imposto mínimo para contribuintes de alta renda
Para compensar a ampliação da faixa de isenção e os novos redutores, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado para contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil.
Nesse modelo, é estabelecida uma alíquota mínima efetiva, que pode chegar a 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. A nova regra passa a valer a partir da declaração de 2027, quando serão considerados os rendimentos obtidos em 2026.