Datafolha: Flávio Bolsonaro tem o dobro de Lula entre eleitores evangélicos, mas 2º turno segue competitivo

Levantamento divulgado em 7 de março de 2026 indica vantagem do senador no recorte evangélico, enquanto simulações entre Flávio e Lula apontam disputa acirrada e possibilidade de empate técnico; instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios

08/03/2026 às 11:48 por Redação Plox

A pesquisa Datafolha divulgada em 7 de março de 2026 indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores evangélicos, segmento visto como decisivo na disputa presidencial. O levantamento também aponta um cenário geral competitivo, com disputa acirrada em simulações de segundo turno entre os dois.

Flávio e Lula

Flávio e Lula

Foto: Agência Brasil


Flávio tem o dobro de Lula entre evangélicos

Reportagens que repercutiram os números do Datafolha destacam que Flávio Bolsonaro aparece com desempenho superior a Lula entre os evangélicos, chegando a ser descrito como tendo o dobro do apoio do presidente nesse recorte, a depender do cenário estimulado analisado.

Ao mesmo tempo, a mesma rodada foi apresentada como um quadro de equilíbrio e até empate técnico em simulações de segundo turno entre Lula e Flávio, reforçando a leitura de que a disputa presidencial de 2026 segue aberta.

A importância do recorte religioso ganha peso porque, nas últimas eleições, o voto evangélico se consolidou como um dos blocos mais disputados por campanhas e partidos, influenciando desde agendas de costumes até alianças regionais e arranjos de palanque nos estados.

Detalhes da pesquisa Datafolha

Responsável pelo levantamento, o instituto Datafolha informou, na repercussão feita pela Band, que entrevistou 2.004 eleitores em 137 municípios, com coletas realizadas entre 3 e 5 de março de 2026.

Como de praxe em pesquisas de opinião, os resultados por subgrupos — como o de religião — estão sujeitos a margens de erro maiores do que a da amostra total. Isso exige cautela na comparação detalhada entre percentuais, sobretudo quando as diferenças se aproximam do limite estatístico considerado pelo instituto.

Pressão sobre estratégias de Lula e Flávio

Os números reforçam a tendência de que campanhas e pré-candidaturas intensifiquem a agenda voltada ao eleitorado evangélico. A expectativa é de mais visitas a templos, encontros com pastores e reforço de comunicação segmentada, com foco em pautas como família, segurança, economia e valores.

No governo, a leitura é que, se a desvantagem de Lula entre evangélicos persistir, deve crescer a pressão para uma reformulação da estratégia de diálogo com o segmento, incluindo ações institucionais, ênfase em políticas sociais e tentativa de reduzir ruídos em temas morais sensíveis a esse público.

Em paralelo, o desempenho de Flávio entre evangélicos tende a pesar nos cálculos de partidos e lideranças locais, que monitoram a força relativa de bolsonarismo e lulismo em nichos específicos para definir alianças e composições em palanques estaduais.

Efeitos nos estados e próximos movimentos

Os reflexos dos dados devem ser sentidos com mais intensidade em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, onde a densidade eleitoral e o peso do voto evangélico costumam influenciar disputas para governos estaduais e Senado.

Nesse contexto, dirigentes e marqueteiros devem acompanhar novas rodadas de pesquisas do Datafolha e de outros institutos para saber se a vantagem de Flávio — descrita como o dobro de Lula entre evangélicos — se mantém, cresce ou encolhe ao longo de 2026.

A tendência é que analistas monitorem também mudanças de agenda de Lula e Flávio após a divulgação dos números, como novos eventos com lideranças religiosas e anúncios direcionados a esse eleitorado, especialmente em capitais e regiões metropolitanas onde a disputa por segmentos específicos costuma moldar a narrativa nacional.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a