Homem acusado de matar funcionário de concessionária em MG vai a júri popular
Marcélio Lima de Barros foi pronunciado por homicídio qualificado; laudo aponta incapacidade parcial, que pode reduzir a pena
08/04/2026 às 08:01por Redação Plox
08/04/2026 às 08:01
— por Redação Plox
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Um homem denunciado por matar um funcionário de uma concessionária de veículos na região da Pampulha, em Belo Horizonte, em maio de 2024, será submetido a júri popular. O réu, Marcélio Lima de Barros, responde por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri consta na sentença de pronúncia assinada pelo juiz Diego Gómez Lourenço, do Tribunal do Júri – 2º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte.
Exame de insanidade mental entra na análise do júri
Durante a fase de instrução do processo, o acusado passou por exame de insanidade mental, que indicou incapacidade parcial de entender o caráter criminoso. Na decisão, o juiz afirmou que o resultado pode levar à causa de diminuição de pena, e não à exclusão de culpabilidade que autorizaria a absolvição sumária nesta etapa do processo.
A referida condição deverá ser submetida à apreciação do Conselho de Sentença, juiz natural da causa, a quem caberá deliberar sobre a responsabilidade penal do pronunciado.
Diego Gómez Lourenço
Além da pronúncia, o magistrado manteve as medidas cautelares aplicadas a Marcélio Lima, que incluem monitoramento por tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar à noite e comparecimento em juízo a cada dois meses.
A decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri consta na sentença de pronúncia assinada pelo juiz Diego Gómez Lourenço, do Tribunal do Júri – 2º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte.
Foto: Divulgação
Crime ocorreu em concessionária na Pampulha
O homicídio foi registrado em 28/5 de 2024, em uma concessionária de veículos na avenida Professor Magalhães Penido, no bairro Liberdade, na região da Pampulha. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), dias antes do crime o réu procurou atendimento para fazer reparos no carro e foi atendido pela vítima.
Uma semana depois, Marcélio Lima retornou ao local alegando defeito no veículo e discutiu com o funcionário, afirmando que ele teria provocado danos de forma premeditada. Os dois se desentenderam.
Conforme a denúncia do MPMG, o réu levou o carro a uma oficina particular e passou a responsabilizar o funcionário pelo prejuízo financeiro. Dias após a briga, ele teria invadido a concessionária, sacado um revólver e atingido o funcionário, que morreu no local.
O agressor fugiu e foi detido em flagrante horas depois. A arma apreendida, uma pistola semiautomática com a numeração de série raspada, foi recolhida pela polícia.