Professores e servidores da educação do Rio fazem paralisação de 24 horas nesta quinta (9)

Redes municipal e estadual cobram recomposição salarial, reajustes e cumprimento de acordos; atos e assembleias ocorrerão no Centro do Rio

08/04/2026 às 17:45 por Redação Plox

Professores e funcionários administrativos das redes municipal e estadual de educação do Rio de Janeiro marcaram para esta quinta-feira (9) uma paralisação de 24 horas. A mobilização ocorre em meio a queixas sobre perdas salariais acumuladas nos últimos anos e à cobrança por reajuste.


Professores e funcionários do estado do Rio de Janeiro, marcam paralização para a próxima quinta-feira.

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil


Rede municipal tem assembleia na Cinelândia e cobra recomposição

Na rede municipal da capital, os profissionais programaram uma assembleia às 14h, na Cinelândia, seguida de ato público. A categoria afirma que seria necessário recompor 24,07% das perdas salariais desde 2019.

O cálculo leva em conta estudo do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além do reajuste, a pauta inclui:

  • Fim da minutagem (mais horas-aula trabalhadas sem a devida remuneração)
  • Pagamento para todos do Acordo de Resultados 2024 (14º salário)
  • Pagamento, em cumprimento da lei, do piso nacional no vencimento inicial da carreira das Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs)
  • Descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia
  • Reajuste do Vale Refeição
  • Fim da prioridade aos profissionais terceirizados nas remoções na rede municipal

Rede estadual se reúne no Centro e prevê protesto na Alerj

Entre os profissionais da rede estadual, está prevista assembleia às 10h no Clube de Engenharia – Edifício Edison Passos, na Avenida Rio Branco, nº 124, no Centro do Rio de Janeiro. Em seguida, a categoria planeja um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Para o grupo, o cálculo do Sepe-Dieese aponta que o reajuste necessário sobre os salários de janeiro de 2026 teria de ser de cerca de 56%.

Além disso, os profissionais cobram:

  • Cumprimento do acordo de recomposição feito entre a Alerj e o governo Castro, no final de 2021 — 26,5% como reposição das perdas de 2017 a 2021, divididas em três parcelas. Apenas a primeira parcela foi paga
  • Implementação do Piso Nacional do Magistério

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