Ex-goleiro Bruno é preso no RJ após dois meses foragido; mandado foi expedido por descumprir livramento condicional
Detenção ocorreu em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, após troca de informações entre equipes de inteligência do Rio e de Minas; ele foi levado a delegacias da área para cumprimento do mandado.
08/05/2026 às 07:37por Redação Plox
08/05/2026 às 07:37
— por Redação Plox
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O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado no caso da morte de Eliza Samudio, foi preso em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após cerca de dois meses foragido da Justiça. A detenção ocorreu em uma ação da Polícia Militar, depois de troca de informações entre equipes de inteligência do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, segundo a Band e a CNN Brasil.
O goleiro Bruno era considerado foragido
Foto: Redes sociais
Abordagem e encaminhamento às delegacias
De acordo com a Polícia Militar, Bruno não resistiu à abordagem e colaborou com os policiais. Após ser detido, ele foi levado inicialmente para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia, para cumprimento do mandado de prisão. Em seguida, a ocorrência foi encaminhada para a 127ª DP, em Armação dos Búzios, conforme a CNN Brasil.
Mandado foi expedido após descumprimento do livramento condicional
O mandado de prisão contra o ex-jogador havia sido expedido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro em 5 de março, depois que a Justiça entendeu que ele descumpriu regras do livramento condicional. Segundo a Agência Brasil, a decisão apontou que Bruno deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial e viajou para o Acre em 15 de fevereiro.
A saída do estado sem autorização foi considerada violação das condições impostas pela execução penal.
Passagem pelo futebol no Acre
A viagem aconteceu no período em que Bruno tentava retornar ao futebol profissional. Ele chegou ao Acre para reforçar o Vasco-AC e atuou pela equipe na Copa do Brasil, conforme informações publicadas pela Agência Brasil e pela CNN Brasil.
Defesa tentou reverter decisão, mas habeas corpus foi negado
A defesa buscou reverter a decisão que revogou o benefício, mas a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou habeas corpus, de acordo com reportagem do O Tempo. O portal informou ainda que o mandado tinha validade de 16 anos e que o Ministério Público havia pedido a ida de Bruno para o regime fechado enquanto ele permanecia foragido.
Condenação e progressão de regime
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão no caso da morte de Eliza Samudio, desaparecida em 2010. O corpo da vítima nunca foi encontrado. Segundo a Agência Brasil e a Band, o ex-goleiro obteve progressão para o regime semiaberto em 2019 e cumpria pena em liberdade condicional desde janeiro de 2023.
Próximos passos na execução da pena
Com a prisão, caberá agora à Justiça do Rio de Janeiro definir os próximos atos da execução da pena, incluindo as condições de cumprimento após a revogação do livramento condicional.