Butantan promete manter estudos e farmacovigilância após suspensão temporária da vacina contra dengue

Instituto diz que seguirá colaborando com órgãos federais e entregando informações enquanto Ministério da Saúde e Anvisa reavaliam a estratégia vacinal no país.

08/06/2026 às 17:02 por Redação Plox

O Instituto Butantan afirmou nesta segunda-feira (8) que vai manter os estudos e o monitoramento de segurança da sua vacina contra a dengue após a decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender temporariamente a aplicação do imunizante no país para reavaliar a estratégia vacinal.

Imunização contra a dengue

Imunização contra a dengue

Foto: Instituto Butantan/ Divulgação


Em nota, o Butantan disse que continuará colaborando com os órgãos federais, entregando informações disponíveis, realizando novos estudos e acompanhando a farmacovigilância — o monitoramento de eventos adversos após a vacinação. A suspensão, segundo o instituto, foi adotada de forma preventiva para garantir segurança nas próximas etapas da campanha.

Por que a vacinação foi interrompida

A paralisação temporária foi anunciada pelo Ministério da Saúde em coletiva nesta segunda (8), após notificações de eventos adversos graves investigados no período de uso do imunizante. No total, foram aplicadas cerca de 500 mil doses e houve 42 registros de reações severas possivelmente associadas temporalmente à vacina; três casos tiveram sinal de gravidade, incluindo duas mortes sob apuração, sem confirmação de relação causal até o momento.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as investigações ainda não têm dados suficientes para estabelecer ligação direta entre a vacina e os casos graves, mas que a interrupção foi recomendada por instâncias de farmacovigilância como medida de cautela.

O que muda para estados, municípios e vacinados

Com a decisão, estados e municípios devem interromper a aplicação enquanto as suspeitas são investigadas. O Ministério da Saúde informou que vai reforçar a busca ativa e o acompanhamento de possíveis efeitos adversos, e orientou que pessoas vacinadas recentemente façam monitoramento e procurem atendimento se tiverem sintomas como febre, dor abdominal, vômitos persistentes ou sangramentos.

O Butantan declarou que seguirá aprofundando a análise dos dados e que, se a segurança for confirmada pelas autoridades e pelos estudos adicionais, a vacinação pode ser retomada.

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