MEC e Inep prorrogam inscrições do Enem 2026 até 12 de junho; veja novas datas
Cadastro é feito pela Página do Participante; taxa segue em R$ 85 e pode ser paga até 17 de junho para quem não tem isenção. Provas seguem em 8 e 15 de novembro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (8), durante um almoço com empresárias em São Paulo.
Ao defender a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, Flávio afirmou que a postura de Lula contra a medida faz o petista parecer “o chefe do PCC”.
A declaração foi feita em evento do Grupo Voto, no hotel Palácio Tangará, na zona sul da capital paulista. Segundo a Folha de S.Paulo, o senador disse que a classificação das facções representa uma oportunidade para enfrentar o que chamou de “poder paralelo” e criticou a posição do governo brasileiro no episódio.
A decisão americana foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA e passou a valer em 5 de junho. O governo de Donald Trump incluiu o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que amplia instrumentos de sanção e investigação contra os grupos.
O governo Lula discorda da classificação por avaliar que ela pode abrir brechas para ações externas em território brasileiro e gerar impactos sobre a soberania nacional. A preocupação também envolve possíveis sanções financeiras e mudanças no nível de cooperação entre órgãos de segurança dos dois países.
No encontro, Flávio Bolsonaro concentrou parte do discurso em segurança pública. Ele associou o aumento da sensação de insegurança a governos petistas e defendeu mudanças no cumprimento de penas para manter presos por mais tempo autores de crimes violentos.
O senador também criticou o controle territorial exercido por facções criminosas em diferentes regiões do país. A fala, no entanto, não incluiu menção às milícias, grupos que também atuam em áreas urbanas e têm forte presença no Rio de Janeiro, estado pelo qual Flávio foi eleito senador.
Diante das empresárias, Flávio afirmou ainda que, se eleito, pretende adiar por pelo menos um ano a vigência da reforma tributária, prevista para 2027, e prometeu privatizar os Correios. Ele evitou indicar nomes para um eventual Ministério da Fazenda.
Ao fim do evento, o senador não falou com a imprensa. Também não comentou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu nesta segunda-feira a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que registrou queda nas intenções de voto de Flávio em uma simulação de segundo turno contra Lula.