MEC e Inep prorrogam inscrições do Enem 2026 até 12 de junho; veja novas datas
Cadastro é feito pela Página do Participante; taxa segue em R$ 85 e pode ser paga até 17 de junho para quem não tem isenção. Provas seguem em 8 e 15 de novembro.
Checagem feita com a nota oficial da PF, que confirma a Operação Gemini em Cuiabá/MT, além de veículos locais de Mato Grosso que detalharam os alvos, a suspeita de intermediação patrimonial e a manifestação do deputado Faissal Calil negando envolvimento. ([Serviços e Informações do Brasil][1]) ([Ponto na Curva][2]) ([Power Mix][3])
PF deflagra Operação Gemini em Cuiabá e mira desembargador afastado, deputado e advogado
Foto: Reprodução
Operação Gemini mira desembargador afastado, deputado estadual e advogado em investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (8), a Operação Gemini para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A ação ocorreu em Cuiabá (MT) e teve entre os alvos o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro.
Segundo a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e medidas de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A apuração mira suspeitas de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada envolvido.
As investigações apontam que o esquema teria funcionado com a atuação de intermediários responsáveis por aproximar interessados em processos judiciais do magistrado e por movimentar recursos de forma indireta. De acordo com os investigadores, parte do dinheiro supostamente obtido com vantagens indevidas teria sido disfarçada por meio de pagamento de dívidas familiares, transações imobiliárias e movimentações financeiras realizadas por pessoas próximas ao desembargador.
A PF também apura repasses feitos por empresas ligadas ao agronegócio que possuíam processos em tramitação no TJMT. Segundo as apurações, essas transferências não teriam, até o momento, justificativa comercial comprovada. A análise bancária identificou ainda movimentações em espécie superiores a R$ 3,2 milhões, entre depósitos e saques considerados suspeitos.
Dirceu dos Santos já estava afastado do cargo por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em março, a Corregedoria Nacional apontou indícios de que o magistrado teria proferido decisões judiciais mediante possível recebimento de vantagens indevidas, com atuação de terceiros. O CNJ também identificou movimentação patrimonial superior a R$ 14,6 milhões em cinco anos, valor considerado incompatível com os rendimentos oficialmente declarados.
Em manifestação a veículos locais, o deputado Faissal Calil negou participação em irregularidades e afirmou estar tranquilo. Ele disse que não mantém relação com Dirceu dos Santos desde que assumiu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e declarou não ter transações financeiras com o desembargador. Segundo o parlamentar, durante as buscas em sua casa, os agentes apreenderam apenas o telefone celular.
Durante a operação, também foram relatadas apreensões de itens de luxo e armas em endereços ligados aos investigados. O caso segue sob apuração da Polícia Federal, que deve analisar os materiais recolhidos e os dados bancários, fiscais e telemáticos autorizados pela Justiça para definir a responsabilidade de cada investigado.