Vorcaro diz em delação que patrocínio a filme sobre Bolsonaro não teve irregularidade

Segundo coluna do Metrópoles, a proposta foi entregue à PF e à PGR em 1º de junho; a Polícia Federal desconfia do destino de parte dos valores e segue apurando.

08/06/2026 às 14:32 por Redação Plox

Vorcaro diz que patrocínio a filme de Bolsonaro não teve contrapartida, aponta coluna.

Vorcaro diz em delação que patrocínio a filme sobre Bolsonaro não teve irregularidade

Foto: Agencia Brasil


Banqueiro citou o filme Dark Horse em nova proposta de delação entregue à PF e à PGR; Polícia Federal ainda apura destino dos recursos

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em sua nova proposta de delação premiada que não houve irregularidade nem contrapartida na negociação de patrocínio ao filme Dark Horse, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, nesta segunda-feira (8).

Segundo a coluna, interlocutores de Vorcaro afirmam que ele decidiu incluir o tema na proposta de colaboração após o vazamento de mensagens entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas quais os dois tratavam do patrocínio ao filme. A intenção, de acordo com aliados do banqueiro, seria esclarecer as tratativas.

Na versão apresentada por Vorcaro

Na versão apresentada por Vorcaro, a negociação com Flávio Bolsonaro teria ocorrido de forma “republicana” e sem promessa de benefício em troca. O banqueiro teria informado ainda que os recursos foram enviados por uma empresa ligada a ele para um fundo offshore nos Estados Unidos, chamado Havengate.

Ainda segundo a apuração, o fundo tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Aliados de Vorcaro, porém, ressaltam que a explicação apresentada pelo banqueiro iria apenas até o pagamento do patrocínio, sem garantia de que o dinheiro tenha sido efetivamente usado na produção do filme.

A nova proposta de delação

A nova proposta de delação foi entregue pelos advogados de Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República no dia 1º de junho. A defesa espera uma resposta dos órgãos até o fim desta semana, período em que termina o prazo de acesso ampliado dos advogados ao banqueiro.

O caso é relatado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro André Mendonça, que autorizou a defesa a despachar com Vorcaro das 9h às 17h até sexta-feira (12). A medida foi solicitada para permitir a elaboração da nova proposta de colaboração premiada.

A Polícia Federal, por outro lado

A Polícia Federal, por outro lado, desconfia que parte dos recursos enviados como patrocínio ao filme possa ter sido usada para outro objetivo. Os investigadores ainda apuram o destino do dinheiro e se houve eventual utilização dos valores em finalidades diferentes das informadas. A proposta de delação ainda precisa ser analisada pela PF, pela PGR e, posteriormente, pelo STF.

Apuração-base: Metrópoles trouxe o conteúdo da nova versão atribuída a Vorcaro; Reuters e AP já haviam contextualizado a controvérsia envolvendo o financiamento do filme e a negativa de irregularidade por Flávio Bolsonaro; Agência Brasil registrou que Mendonça afirmou que uma colaboração deve ser “séria e efetiva” e que as investigações seguem independentemente de delação. ([metropoles.com][1])

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