Saúde

São Paulo inicia campanha de vacinação contra sarampo e febre amarela em janeiro de 2025

A partir de 12 de janeiro, estado promove imunização integrada com foco na capital, áreas de grande circulação e públicos do turismo, após registro de casos e mortes por febre amarela em 2025

09/01/2026 às 12:55 por Redação Plox

O estado de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (12) uma campanha de vacinação contra o sarampo, com ponto de partida na capital. A estratégia concentra esforços em áreas de grande circulação de pessoas e, em uma segunda etapa, será direcionada principalmente a profissionais ligados ao setor de turismo.

1,5 milhão de doses de vacina contra o sarampo foram aplicadas no estado de SP desde 2025.

1,5 milhão de doses de vacina contra o sarampo foram aplicadas no estado de SP desde 2025.

Foto: Divulgação / SES.



Em 2025, foram registrados dois casos de sarampo em São Paulo em pessoas que haviam viajado ao exterior, os chamados casos importados. Um deles ocorreu em abril e o outro em dezembro, em um paciente de 27 anos, não vacinado, que havia retornado de viagem aos Estados Unidos, país que registrou recorde de casos da doença em 2025.


Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a campanha também será realizada em outros estados e será integrada à imunização contra a febre amarela. A capital paulista, porém, é considerada ponto estratégico nessa ação coordenada.

A cidade de São Paulo recebe muitos turistas internacionais, é um dos polos de importação de sarampo, sobretudo por conta da explosão de casos que acontece na América do Norte desde o ano passado Alexandre Padilha, ministro da Saúde

Cronograma da campanha em São Paulo

A campanha de vacinação contra o sarampo em São Paulo será dividida em fases, com públicos e pontos de aplicação definidos:

De 12 a 16 de janeiro – Primeira fase (público geral)
Pessoas de 12 meses a 59 anos que não tenham comprovação de uma dose recente contra o sarampo devem procurar os pontos de vacinação. A aplicação será feita em locais de grande circulação, como terminais de ônibus, estações de metrô, shopping centers e escolas da capital.

De 19 a 23 de janeiro – Segunda fase (público direcionado)
Nesta etapa, a vacinação será voltada a grupos com maior contato com turistas e maior risco de exposição, como taxistas e profissionais que trabalham em hotéis.

24 de janeiro – Dia D de vacinação
Data reservada para mobilização ampliada, com atendimento a todo o público-alvo definido pela campanha.

Integração com vacinação contra febre amarela

A mesma estratégia mobilizará a imunização contra a febre amarela. Em 2025, o estado de São Paulo confirmou 57 casos da doença, com taxa de letalidade de 59,6%, o que resultou em 34 mortes, segundo o Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde.


A recomendação é para pessoas de 9 meses a 59 anos que não tenham recebido ao menos uma dose da vacina. As doses serão aplicadas nos mesmos pontos da campanha contra o sarampo.

O foco será em áreas de grande circulação de pessoas. Na segunda fase, o direcionamento será para profissionais que trabalham com turismo.

O foco será em áreas de grande circulação de pessoas. Na segunda fase, o direcionamento será para profissionais que trabalham com turismo.

Foto: Divulgação / SES-TO.


Distribuição e aplicação de doses

Para a campanha, o Ministério da Saúde vai distribuir ao estado de São Paulo:

Vacina contra sarampo: 4.820.000 doses
Vacina contra febre amarela: 5.700.000 doses

Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que, desde 2025, na capital paulista já foram aplicadas:

• 439.500 doses de vacina contra sarampo
• 416.500 doses de vacina contra febre amarela

Em todo o estado, os números desde 2025 são:

• 1.500.000 doses de vacina contra sarampo
• 1.700.000 doses de vacina contra febre amarela

Brasil mantém certificação de eliminação do sarampo

O sarampo é considerado o vírus respiratório com maior capacidade de transmissão conhecida, o que reforça a necessidade de detecção rápida de casos e realização de bloqueio vacinal — imunização de pessoas que vivem ou circulam nas áreas próximas a casos suspeitos ou confirmados.

Apesar do risco de reintrodução por meio de casos importados, o Brasil segue reconhecido como país que eliminou a circulação endêmica do sarampo. O certificado de eliminação foi concedido em 2012, perdido em 2020 e retomado em 2024, após a retomada de ações de vacinação a partir de 2023.

Em 2025, foram registrados 38 casos importados da doença no país.

Outras ações além da vacina

Além da campanha de imunização, o Ministério da Saúde afirma que adota três frentes principais de ação:

Alertas em fronteiras e aeroportos: viajantes que chegam ao Brasil recebem informações sobre sintomas do sarampo e importância da vacinação;
Capacitação de profissionais de saúde: equipes em todo o país são treinadas para reconhecer rapidamente suspeitas de sarampo e confirmar o diagnóstico ainda nos primeiros sintomas;
Vigilância do SUS: monitoramento integrado para evitar a disseminação de casos importados.

A vacinação contra o sarampo não ficará restrita a São Paulo. Haverá campanhas também no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no Paraná.

Quem deve se vacinar e onde buscar atendimento

Campanha integrada contra sarampo e febre amarela

Público-alvo:
• Pessoas de 12 meses a 59 anos (sarampo)
• Pessoas de 9 meses a 59 anos (febre amarela)
• Quem não tem comprovação de dose anterior das vacinas

Locais de vacinação:
• Terminais de ônibus
• Estações de metrô
• Shopping centers
• Escolas
• Unidades de saúde

Datas da campanha:
• 12 a 16 de janeiro: público geral
• 19 a 23 de janeiro: profissionais que trabalham com turismo
• 24 de janeiro: Dia D (sábado)

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