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Política
Defesa de Bolsonaro pede ao STF liberação de Smart TV e assistência religiosa na PF
Advogados do ex-presidente solicitam a Alexandre de Moraes autorização para instalar Smart TV na Sala de Estado-Maior da PF em Brasília e indicam bispo e pastor para visitas religiosas periódicas
09/01/2026 às 09:34por Redação Plox
09/01/2026 às 09:34
— por Redação Plox
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para instalar uma Smart TV na Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Advogados indicaram dois líderes religiosos para prestar assistência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal (PF)
Foto: Gustavo Moreno/STF
No pedido, a defesa afirma que o equipamento será usado apenas para acompanhar canais de notícia e plataformas de streaming com conteúdo jornalístico, com menção expressa ao YouTube, e que não haverá acesso a redes sociais.
Atualmente, a cela privativa de Bolsonaro já conta com uma televisão comum, sem acesso à internet. A Smart TV permitiria o uso de aplicativos como YouTube e serviços de streaming, a exemplo de Netflix, Prime Video e HBO Max.
Defesa promete uso restrito para notícias
No documento protocolado na noite desta quinta-feira (8/1) no STF, os advogados sustentam que o uso do aparelho conectado à internet não vai interferir nas medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Segundo a defesa, a presença de uma Smart TV na cela é compatível com o regime de custódia em que Bolsonaro se encontra.
Os representantes do ex-presidente reiteram que não há intenção de transformar o equipamento em meio de comunicação com o mundo exterior, mas apenas em ferramenta para acompanhar conteúdo informativo em tempo real.
Defesa pede assistência religiosa na PF
Em manifestação separada, a defesa de Bolsonaro também solicitou ao STF a liberação de assistência religiosa na unidade da PF, com base em direito previsto na Constituição.
O ex-presidente indicou dois líderes para atendê-lo: o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Os advogados pediram que ambos possam ingressar periodicamente no local de custódia, em dias e horários a serem definidos pela administração da PF.
De acordo com a petição, o objetivo é garantir que Bolsonaro tenha acompanhamento espiritual regular, sem alteração do regime prisional nem criação de tratamento diferenciado em relação às normas internas da Superintendência.
Autorização depende de Moraes
Os pedidos apresentados nesta quinta-feira foram direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que envolvem o ex-presidente no Supremo. Caberá a ele decidir se Bolsonaro poderá ter acesso à Smart TV e à assistência religiosa pretendida.