Dólar abre a segunda com foco no Focus, falas do Fed e balanços; Ibovespa inicia às 10h

Mercado acompanha projeções para inflação, câmbio, PIB e Selic no Brasil, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve e resultados corporativos como o do BTG Pactual.

09/02/2026 às 09:03 por Redação Plox

O dólar inicia a sessão desta segunda-feira (9) atento ao cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.

No Brasil, o dia começou com a divulgação do Boletim Focus, que apontou nova redução na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. As estimativas para o dólar ficaram em R$ 5,50, para o Produto Interno Bruto (PIB) em 1,80% e para a taxa Selic em 12,25% ao ano.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik

Na agenda doméstica, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em que apresenta palestra sobre estabilidade financeira.

No exterior, dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, têm discursos previstos ao longo da tarde. Christopher J. Waller e Stephen Miran falam às 15h30, enquanto Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, discursa às 17h15.

A temporada de balanços também segue no radar dos investidores. No Brasil, o BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,597 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 1,3% em relação aos três meses anteriores e de 40,3% na comparação anual.

Desempenho recente do dólar

No acumulado mais recente, o dólar registra os seguintes resultados:

Dólar

Acumulado da semana: -0,52%
Acumulado do mês: -0,52%
Acumulado do ano: -4,89%

Ibovespa em alta no ano

Ibovespa

Acumulado da semana: +0,87%
Acumulado do mês: +0,87%
Acumulado do ano: +13,54%

Reunião entre Estados Unidos e Irã em Omã

Irã e Estados Unidos se reuniram na sexta-feira (6), em Omã, para discutir um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano, em meio a uma recente troca de ameaças militares entre os dois países.

O encontro durou cerca de seis horas e, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, ocorreu em uma atmosfera considerada muito positiva, com os dois lados de acordo em avançar nas negociações.

Araqchi disse à TV estatal iraniana que, em um ambiente positivo, os argumentos foram trocados, os pontos de vista da outra parte foram apresentados e as duas delegações concordaram em continuar as conversas, embora as modalidades e o cronograma ainda sejam definidos. À agência de notícias estatal Irna, o ministro afirmou ter reiterado aos Estados Unidos que qualquer diálogo só vai evoluir se Washington interromper as ameaças de agressão militar, e destacou que está negociando apenas o programa nuclear iraniano.

As declarações foram dadas pouco depois de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmar o fim da reunião com representantes dos EUA em Omã nesta sexta-feira e informar que as negociações estavam encerradas “por enquanto”. O anúncio gerou frustração por ocorrer poucas horas após o início das conversas, mas Araqchi indicou que o diálogo prosseguirá à distância.

Os negociadores retornarão às suas capitais para consultas e as conversas continuarão. A barreira da desconfiança deve ser superadaAbbas Araqchi

De acordo com o site norte-americano Axios, novas reuniões entre representantes dos dois países são esperadas para os próximos dias.

Horas antes do encontro em Omã, Araqchi havia declarado que o Irã está preparado para defender seus direitos e que ingressaria na diplomacia “com olhos abertos e uma memória firme do ano passado”. Ele também ressaltou que compromissos precisam ser honrados e que igualdade de posição, respeito mútuo e interesse recíproco são requisitos para um acordo duradouro.

Bolsas globais acompanham tecnologia e balanços

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street encerraram a sexta-feira em alta, impulsionados pelo forte avanço das ações de tecnologia. O movimento positivo, porém, foi parcialmente limitado pela queda dos papéis da Amazon, que anunciou um aumento de mais de 50% nos investimentos de capital neste ano, intensificando a corrida pela dominância na tecnologia de inteligência artificial.

O Dow Jones subiu 2,47%, o S&P 500 avançou 1,90% e o Nasdaq Composite teve alta de 2,18%.

Na Europa, os mercados também fecharam em alta generalizada, enquanto investidores avaliavam resultados mistos de companhias como a montadora Stellantis e a empresa de defesa Kongsberg.

O índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,89%. Na Alemanha, o DAX avançou 0,94%. No Reino Unido, o FTSE 100 subiu 0,59%, enquanto o CAC 40, na França, teve alta de 0,43%, e o FTSE MIB, na Itália, valorizou 0,13%.

Já as bolsas asiáticas encerraram majoritariamente em queda, pressionadas pela correção global nas ações de tecnologia e pela forte desvalorização nos contratos futuros de prata, o que afetou o apetite por risco na região.

No fechamento, Xangai caiu 0,25% e o CSI300 recuou 0,57%. O Hang Seng perdeu 1,21%. O Nikkei destoou do movimento regional e avançou 0,8%. Em outros mercados, o Kospi caiu 1,44%, o Taiex recuou 0,06% e o Straits Times teve baixa de 0,83%.

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