Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
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Uma jovem de 23 anos, identificada como Emilli Vitória Guimarães Lopes, está internada em estado gravíssimo em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Ela teve o corpo incendiado dentro de casa, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana, na frente da filha de 3 anos.
Segundo a família, crime foi cometido pelo companheiro da vítima. O homem teria ateado fogo à mulher na casa onde moravam
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
O caso ocorreu na noite de quarta-feira (28/1), mas só foi oficialmente comunicado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) dois dias depois. No mesmo dia, a mãe de Emilli tomou conhecimento da gravidade do estado de saúde da filha e recorreu à Justiça para pedir uma medida protetiva em favor dela.
De acordo com familiares da jovem, o suspeito de cometer o crime é o companheiro dela, de 22 anos, que afirmou se tratar de um acidente doméstico. A versão do homem, porém, passou a ser questionada após o depoimento da filha do casal à polícia, que relatou que o pai ateou fogo na mãe.
À Polícia Civil, o suspeito disse que Emilli teria passado álcool na pia da cozinha enquanto preparava o jantar, quando o produto pegou fogo e provocou uma explosão. Segundo o relato dele, as chamas atingiram a jovem, que foi socorrida e colocada embaixo do chuveiro para tentar conter o fogo.
O homem também afirmou que não comunicou o fato à família da vítima porque ela teria pedido para não preocupar os parentes.
A narrativa do suposto acidente começou a ser contestada após o relato da criança. A menina, que também estava no hospital, foi levada pelos avós até uma lanchonete e, ao ser questionada sobre o que havia acontecido, disse de forma espontânea ter visto o pai jogar fogo na mãe.
No depoimento do suspeito, ele afirmou que a filha estava na sala no momento do incêndio e que, por pouco, não foi atingida pelas chamas. O contraste entre os relatos reforçou as suspeitas de que o caso não se trataria de um acidente.
Familiares contaram à polícia que a jovem já havia sido vítima de agressões anteriores no relacionamento. Em uma dessas ocasiões, Emilli chegou a se mudar temporariamente para a casa da mãe, mas acabou retomando a convivência com o companheiro.
Vizinhos do casal também relataram que brigas constantes eram ouvidas no apartamento, sobretudo aos fins de semana, indicando um possível padrão de violência no ambiente doméstico.
A Polícia Civil investiga o caso como violência doméstica e apura a possibilidade de tentativa de feminicídio. Até o momento, o suspeito não foi preso.
A investigação corre sob sigilo, com o objetivo de proteger Emilli e a filha, considerada vítima indireta da violência. As autoridades buscam reunir provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do crime e definir a responsabilização do suspeito.