Proposta que prevê fim da escala 6x1 e jornada de 36 horas semanais vai para a CCJ

Proposta de Erika Hilton altera a Constituição e estabelece que a nova regra passe a valer 360 dias após a publicação; outra PEC semelhante foi apensada

09/02/2026 às 19:13 por Redação Plox

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou nesta segunda-feira (9), em Brasília, que encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/25) que trata do fim da escala de trabalho 6x1. Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria e, se houver aprovação, o texto seguirá para uma comissão especial.



A PEC, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), extingue a escala 6x1, em que o trabalhador labora seis dias e descansa um, e estabelece limite de 36 horas semanais para a duração do trabalho normal. Pela proposta, a nova jornada passaria a valer 360 dias após a data de sua publicação.

Hoje, a Constituição prevê jornada de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

Redução da jornada e compensação de horários

O texto apresentado por Erika Hilton também prevê a possibilidade de compensação de horários e redução da jornada, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Hugo Motta informou ainda que decidiu apensar à PEC 8/25 outra proposta de teor semelhante, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Esse texto também fixa a jornada semanal em 36 horas e mantém a possibilidade de compensação de horários e redução de jornada, mediante negociação coletiva.

A diferença principal é o prazo de implementação: a proposta de Reginaldo Lopes estabelece que a nova jornada só entraria em vigor 10 anos após a publicação da emenda.


Tramitação e posicionamento da Câmara

Ao comentar o encaminhamento da PEC e o debate sobre a redução da jornada de trabalho, Hugo Motta afirmou que pretende conduzir as discussões ouvindo diferentes segmentos da sociedade.

Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás

Hugo Motta, em suas redes sociais

Foto: Lula Marques/Agência Brasil


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