Flávio Bolsonaro assina pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master
Requerimento liderado por Alessandro Vieira afirma ter atingido o mínimo de 27 assinaturas; segundo a Band, Flávio teria sido a 29ª, mas lista final ainda não constava em documento público do Senado
09/03/2026 às 20:21por Redação Plox
09/03/2026 às 20:21
— por Redação Plox
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou, nesta segunda-feira (9), o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar a atuação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em episódios relacionados ao caso Banco Master.
A adesão do parlamentar ocorreu após o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciar que havia alcançado o mínimo de apoios necessários para protocolar o pedido. A articulação em torno da CPI mira diretamente a conduta de dois ministros do Supremo no contexto das relações com o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula Marques/Agência Brasil
Como foi a articulação pela CPI
A iniciativa da CPI é liderada por Alessandro Vieira e tem como foco apurar possíveis relações e condutas atribuídas a Moraes e Toffoli no âmbito do caso envolvendo o Banco Master. De acordo com Band e SBT News, o grupo pró-CPI informou ter atingido, nesta segunda (09/03/2026), as 27 assinaturas exigidas para abertura de uma comissão no Senado e seguiu em busca de novos apoios para criar uma “margem de segurança” contra eventuais retiradas.
Ainda segundo a Band, Flávio Bolsonaro assinou o requerimento após o alcance do número mínimo de adesões, sendo registrado como a 29ª assinatura. A entrada do senador, um dos principais nomes do bolsonarismo, adiciona peso político ao pedido de investigação contra Moraes e Toffoli.
Situação oficial do requerimento no Senado
Até o momento desta apuração, não há confirmação em documento público do Senado com a lista final de signatários do novo requerimento específico voltado à CPI sobre Moraes e Toffoli no caso Banco Master. As informações sobre a assinatura de Flávio Bolsonaro e a contagem de apoios (27 e depois 29) têm como base relatos de veículos de imprensa que acompanharam as movimentações e publicações de parlamentares.
O protocolo formal e a disponibilização do requerimento no sistema do Senado ainda eram pontos pendentes de confirmação oficial. Em paralelo, dados oficiais indicam que o tema Banco Master já vinha sendo discutido na CPI do Crime Organizado, que incluiu na pauta requerimentos para convidar Moraes e Toffoli a prestar esclarecimentos.
Impacto político e institucional
No Senado, o atingimento do mínimo de assinaturas abre caminho para o protocolo do requerimento e o início da tramitação interna para instalação da CPI, etapa que depende de procedimentos regimentais e da condução pela Presidência da Casa. A eventual abertura da comissão tende a se tornar novo foco de tensão entre oposição, governo e STF.
No debate público, a decisão de Flávio Bolsonaro de assinar o pedido reforça a pressão política e amplia a visibilidade do tema, em especial nas redes sociais, dada sua projeção como senador pelo Rio de Janeiro e figura central do bolsonarismo.
Para o caso Banco Master, a CPI proposta pode multiplicar a produção de fatos políticos — como convocações, pedidos de informação e depoimentos —, em paralelo a apurações já em curso em outras instâncias e comissões.
Próximos passos no Senado
O andamento da iniciativa passa por três frentes principais:
1) Protocolo do requerimento – Acompanhar se Alessandro Vieira formaliza o pedido e se o documento passa a constar nos sistemas do Senado com a lista completa de assinaturas.
2) Decisão sobre instalação e composição – Verificar prazos, leitura e encaminhamento do requerimento, além da indicação de membros pelos partidos, caso o processo avance. Essa etapa ainda depende de confirmação oficial.
3) Reação institucional – Monitorar eventuais manifestações do STF, da cúpula do Senado e de lideranças partidárias sobre o escopo da CPI e possíveis questionamentos de natureza jurídica ou regimental.