Polícia Civil do RJ mira esquema de fraudes bancárias ligado ao Comando Vermelho que movimentou R$ 136 milhões
Operação cumpre 38 mandados de busca no RJ e no RS, tem bloqueio de bens e contas e registra prisão em flagrante após achado de Jaguar roubado em Rio das Ostras
09/03/2026 às 07:34por Redação Plox
09/03/2026 às 07:34
— por Redação Plox
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (9) uma operação em dois estados contra um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV), que teria movimentado ao menos R$ 136 milhões em cerca de 1 ano.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) saíram para cumprir 38 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, imóveis de luxo e contas bancárias.
Policiais encontraram um Jaguar roubado em Rio das Ostras
Foto: Divulgação/PCERJ
Mandados no RJ e no RS e prisão em flagrante
No Rio de Janeiro, um dos endereços alvo da operação fica em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde os policiais localizaram um Jaguar roubado. Um homem foi preso em flagrante no local.
Investigação nasceu de denúncia de instituição financeira
O inquérito teve início após uma instituição financeira identificar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão de crédito fraudulento. As operações suspeitas geraram, num primeiro momento, um prejuízo de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os investigadores encontraram movimentações de alto valor, incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos. Segundo a Polícia Civil, foi identificada a existência de um sistema estruturado para a movimentação e ocultação de valores ilícitos em larga escala.
Agentes da Draco cumprem mandado em Rio das Ostras
Foto: Divulgação/PCERJ
Operador financeiro e volume movimentado
De acordo com a Draco, o principal operador financeiro da organização criminosa foi o responsável por movimentar os R$ 136 milhões em apenas 10 meses. Ele já era investigado por envolvimento em golpes contra seguradoras.
O que a polícia busca apreender
Durante as diligências desta segunda-feira, as equipes focam na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, valores e bens de alto valor que possam estar ligados às atividades ilícitas.
A ação também tem como objetivo identificar todos os integrantes da rede financeira associada às fraudes bancárias e aos mecanismos de lavagem de dinheiro atribuídos ao grupo investigado.