Alessandro Vieira diz ter reunido assinaturas para CPI no Senado contra Moraes e Toffoli

Senador afirma ter superado o mínimo de 27 apoios para requerimento que mira a atuação de ministros do STF no caso Banco Master; contagem exata ainda depende do documento protocolado e da lista oficial do Senado

09/03/2026 às 20:25 por Redação Plox

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (09/03/2026) que reuniu assinaturas suficientes para apresentar um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, voltada à atuação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no contexto do caso Banco Master. A iniciativa avança enquanto a CPI do Crime Organizado, já em andamento, aprovou requerimentos e convites relacionados ao mesmo tema.

Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal

Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal

Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom


Senador obtém apoios para CPI contra Moraes e Toffoli

Ao longo dos últimos dias, Alessandro Vieira intensificou a busca por apoios para alcançar o mínimo de 27 assinaturas, equivalente a um terço do Senado, necessário para a criação de uma CPI. No fim de semana, ele relatava ter o apoio de 17 parlamentares e projetava chegar ao número exigido nesta segunda-feira.

Nesta segunda (09/03), veículos de imprensa registraram que o senador comunicou ter superado o patamar mínimo de assinaturas. A partir daí, o requerimento passou a circular com novas adesões em um ambiente de forte disputa política e troca de críticas nas redes sociais, envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o próprio senador.

Há, porém, um ponto de atenção ainda em apuração: diferentes publicações divergem sobre a contagem exata de assinaturas naquele dia. Alguns relatos mencionam 29 apoios; outros apontam números maiores ao longo de 09/03. A confirmação final depende do documento efetivamente protocolado e da lista formal de signatários registrada no sistema do Senado.

Caso Banco Master já estava na pauta do Congresso

No âmbito do Senado, a Agência Senado noticiou, em fevereiro, que a CPI do Crime Organizado avaliaria requerimentos relacionados ao Banco Master, entre eles convites para que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes prestassem esclarecimentos à comissão. O movimento indicava que o tema ganhava espaço institucional, ainda que em um colegiado distinto daquele agora proposto por Alessandro Vieira.

A Agência Brasil também registrou a aprovação de convites aos ministros no escopo da CPI do Crime Organizado, com justificativas apresentadas por parlamentares e menções a informações já veiculadas na imprensa sobre o caso. Assim, antes mesmo da articulação de uma CPI específica sobre Moraes e Toffoli, o assunto Banco Master já vinha sendo incorporado à pauta de uma CPI em funcionamento.

Efeitos políticos e institucionais da nova CPI

Para o Senado, mesmo com a coleta de assinaturas necessária, a criação da CPI depende de trâmites regimentais, como a leitura do requerimento em plenário e a definição da composição do colegiado. Na prática, a ofensiva de Alessandro Vieira tende a aumentar a pressão sobre a presidência da Casa e sobre líderes partidários, que precisarão decidir como encaminhar o pedido.

Do ponto de vista institucional, a iniciativa tem potencial para elevar o nível de atrito entre Legislativo e Judiciário, em um cenário em que ministros do STF passam a ser diretamente alvo de uma CPI no Senado. Esse tensionamento pode repercutir em agendas paralelas, influenciando votações de interesse tanto do governo quanto da oposição.

Em relação ao noticiário sobre o caso Banco Master, a eventual instalação de uma nova CPI pode ampliar a exposição pública de personagens, documentos e decisões já discutidos em outras frentes, além de estimular novos pedidos de informação, convocações e quebras de sigilo.

Próximos passos e pontos a observar

Os desdobramentos imediatos envolvem a checagem se o requerimento da CPI proposta por Alessandro Vieira foi de fato protocolado nesta segunda-feira (09/03/2026) e qual é a lista oficial de assinaturas registrada pelo Senado. Também será decisivo acompanhar se haverá leitura do requerimento em plenário e, em caso positivo, como se dará a escolha de presidência e relatoria do colegiado.

Paralelamente, segue em curso a CPI do Crime Organizado, que já trata do Banco Master e continua a votar requerimentos, como convites, pedidos de informação e eventuais quebras de sigilo. A atuação dessa comissão pode interferir diretamente no rumo do debate, seja complementando, seja tensionando a discussão sobre a nova CPI voltada a Moraes e Toffoli.

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