Zema se junta à bancada do Novo em ofensiva contra Moraes com pedido de impeachment
Governador de Minas passou a atuar publicamente ao lado do partido em iniciativa para protocolar no Senado uma nova petição contra o ministro do STF, citando o “Vaza Toga”; formalização do protocolo ainda é checada
09/03/2026 às 10:52por Redação Plox
09/03/2026 às 10:52
— por Redação Plox
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), passou a atuar publicamente ao lado da bancada e de lideranças do partido em uma nova ofensiva política contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo declarado é protocolar no Senado um pedido de impeachment, em meio a uma sequência de iniciativas semelhantes apresentadas por diferentes grupos de oposição nos últimos meses, o que reacende o embate entre setores do Legislativo e integrantes do Judiciário.
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visita o plenário do Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Zema se alinha à bancada do Novo em pedido de impeachment
De acordo com o Poder360, Zema e a bancada do Novo planejavam protocolar em 9 de março de 2026 um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. A publicação relata que o governador se somaria a parlamentares e lideranças da sigla na entrega do documento ao Senado, marcando sua entrada direta na articulação.
O Novo já vinha sinalizando movimentos nessa direção. Em texto publicado em seu site oficial, o partido informa ter protocolado uma “nova petição” de impeachment contra Moraes. A legenda aponta como base o episódio que chama de “Vaza Toga” e menciona a assinatura de sua bancada na iniciativa.
Em paralelo, o Senado continua a receber representações semelhantes. Em janeiro de 2026, O POVO noticiou a chegada de um novo pedido de impeachment relacionado ao chamado “caso Master”, reforçando que o instrumento segue sendo utilizado por diferentes atores políticos em novas investidas contra o ministro.
Posicionamentos de partido e ausência de resposta do STF
Até o momento desta apuração, não foram encontrados, nas fontes oficiais consultadas, registros de posicionamento institucional do STF sobre o movimento específico que envolve Zema e a bancada do Novo na ofensiva pelo impeachment de Alexandre de Moraes.
Do lado partidário, o Novo afirma, em publicação própria, que o pedido se apoia em elementos divulgados publicamente e em críticas à atuação do ministro. A legenda sustenta que haveria fundamentos para enquadramento em crime de responsabilidade, conforme argumentação apresentada em seu site.
Ainda está em checagem se o protocolo anunciado para 9 de março de 2026 foi efetivamente formalizado, com número de protocolo e íntegra do documento. Essa confirmação depende de consulta a registros oficiais do Senado e/ou divulgação formal dos autores com o conteúdo completo.
Efeitos políticos e institucionais do movimento
No curto prazo, pedidos de impeachment contra ministros do STF só avançam se houver decisão política da cúpula do Senado para dar andamento. Na prática, a iniciativa tende a gerar pressão pública e disputa de narrativas, sem garantia de que haverá tramitação.
Em Minas Gerais, a entrada de Zema nessa ofensiva nacionaliza ainda mais a atuação do governador e pode influenciar o debate político local, especialmente entre grupos alinhados e opositores ao governo estadual.
No plano institucional, a escalada de pedidos de impeachment amplia o atrito entre Poderes e pode repercutir em agendas do Congresso, em articulações partidárias e na mobilização de bases políticas, sobretudo nas redes sociais.
Próximos passos e pontos a acompanhar
Os próximos desdobramentos passam pela verificação, em sistemas e comunicações oficiais do Senado, se o pedido anunciado para 9 de março de 2026 foi de fato protocolado, com número, autoria e teor do documento.
Também será necessário acompanhar eventuais manifestações formais do Novo e de Zema — em notas, entrevistas ou publicações — detalhando os fundamentos jurídicos da iniciativa e a lista de assinaturas.
Outro ponto de atenção está nas reações de lideranças do Senado e de atores do Judiciário, além de possíveis desdobramentos políticos, como novas adesões, realização de atos públicos e apresentação de novas petições no mesmo sentido.