Abinee: 12% dos celulares vendidos no Brasil são irregulares e somam 4,5 milhões sem homologação
Levantamento aponta queda em relação a 2024, mas alerta para riscos de aparelhos vendidos no mercado informal sem certificação da Anatel
09/04/2026 às 07:46por Redação Plox
09/04/2026 às 07:46
— por Redação Plox
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Cerca de 12% dos celulares vendidos no Brasil são irregulares, o equivalente a aproximadamente 4,5 milhões de aparelhos comercializados sem homologação no país. Os números são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e indicam que, apesar de uma redução de sete pontos percentuais em relação a 2024, o volume de dispositivos fora das regras ainda é considerado alarmante.
Segundo o levantamento, muitos desses aparelhos chegam ao consumidor por meio do mercado informal e são vendidos sem a certificação obrigatória da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), exigida para que equipamentos de telecomunicações possam operar legalmente no Brasil.
A homologação conduzida pela Anatel avalia aspectos como segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética, desempenho e limites de exposição à radiofrequência
Foto: Pixabay
Mercado oficial recua em volume, mas fatura mais
Dados da consultoria International Data Corporation (IDC) apontam uma leve retração do mercado oficial de smartphones em 2025. Foram vendidos 31,8 milhões de aparelhos, queda de 2% em relação a 2024. Ao considerar também os celulares tradicionais, o total chegou a 32,4 milhões de unidades, uma redução de 3%.
Apesar da diminuição no volume, o faturamento do setor cresceu 12% em termos nominais, alcançando R$ 47,7 bilhões. De acordo com os dados, o avanço foi impulsionado pela preferência dos consumidores por modelos mais avançados e de maior valor.
Riscos vão além da concorrência desleal
Para a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ), a presença de celulares não homologados representa riscos que ultrapassam a concorrência desleal e podem afetar diretamente o consumidor e o funcionamento adequado das redes.
Quando um celular não passa pelo processo de homologação, não há garantia de que ele atende aos requisitos técnicos e de segurança exigidos para operar nas redes brasileiras. Isso pode resultar desde falhas de funcionamento até riscos de superaquecimento, choques elétricos e interferências em outros equipamentos Kim Rieffel, vice-presidente de Telecomunicações da ABRIQ
A homologação conduzida pela Anatel avalia aspectos como segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética, desempenho e limites de exposição à radiofrequência. O objetivo é assegurar que os aparelhos funcionem de forma adequada nas redes nacionais e não causem danos aos usuários ou à infraestrutura de telecomunicações.
Como reduzir o risco na hora da compra
Especialistas recomendam que o consumidor verifique se o aparelho tem o selo de homologação da Anatel e consulte o banco de dados público da agência antes de comprar. A orientação busca reduzir a chance de adquirir um dispositivo sem garantia, assistência técnica ou controle de qualidade e, ao mesmo tempo, mitigar impactos do mercado irregular sobre a indústria formal e a arrecadação de impostos.