Fux diz que escândalos de corrupção não estão concentrados no Rio durante julgamento no STF
Ministro afirmou que a corrupção na política não pode ser generalizada e citou casos como mensalão e Lava Jato; Flávio Dino pediu vista e suspendeu análise sobre eleição de mandato-tampão no estado
09/04/2026 às 17:36por Redação Plox
09/04/2026 às 17:36
— por Redação Plox
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (9) que os escândalos de corrupção não estão concentrados no Rio de Janeiro. Carioca, ele se manifestou durante o julgamento em que a Corte discute se as eleições para o mandato-tampão de governador do estado serão diretas ou indiretas.
Fux diz que corrupção não estão concetrados no Rio de Janeiro.
Foto: Rosinei Coutinho / STF
Ao falar sobre o tema, Fux disse que o quadro de corrupção na política não pode ser generalizado e defendeu que há representantes do Rio que atuam de forma correta no Congresso.
Há bons políticos no Rio, que representam o estado na Câmara dos Deputados. Se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhado de altas autoridades
Luiz Fux
Ministro rebate generalizações e cita outros casos
Sem mencionar nomes, Fux também respondeu a observações de colegas do STF sobre a situação do Rio. Segundo ele, a percepção de excepcionalidade diminuiria diante de julgamentos anteriores e de casos recentes analisados pela Corte, como os processos do mensalão, da Lava Jato, além do julgamento envolvendo o INSS (fraudes) e o Banco Master.
Para o ministro, esses episódios reforçam a avaliação de que escândalos de corrupção não se restringem ao estado.
Pedido de vista suspende análise sobre mandato-tampão
Durante o julgamento, ao justificar pedido de vista, o ministro Flávio Dino mencionou que diversos governadores, deputados e membros do Tribunal de Contas foram presos nos últimos anos por corrupção. Ele também citou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro à inelegibilidade.
Mais cedo, o pedido de vista de Dino suspendeu a análise sobre o mandato-tampão. O julgamento só será retomado após a publicação do acórdão do TSE, documento que ainda não tem previsão de divulgação.