Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 11,9 milhões a empresa de Leo Dias ligados ao Banco Master, diz Estadão

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, transferências ocorreram entre fevereiro de 2024 e maio de 2025; jornalista afirma que valores são de contratos publicitários e nega irregularidades

09/04/2026 às 09:39 por Redação Plox

O jornalista Leo Dias recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas ao Banco Master, segundo informações atribuídas ao jornal O Estado de S. Paulo. Do total, R$ 9,9 milhões teriam sido pagos diretamente pela instituição financeira, enquanto outros R$ 2 milhões teriam vindo de uma empresa que recebeu aportes do mesmo grupo.

Pagamentos e contratos publicitários

De acordo com o material, os valores estariam relacionados a contratos publicitários firmados com empresas do conglomerado. Leo Dias declarou que os recursos recebidos têm origem em um acordo comercial com o Will Bank, instituição financeira que integrava o conjunto de empresas sob controle do empresário Daniel Vorcaro.

Relatório do Coaf aponta repasses milionários do Banco Master a empresa ligada a Leo Dias Crédito: Reprodução

Relatório do Coaf aponta repasses milionários do Banco Master a empresa ligada a Leo Dias Crédito: Reprodução


O jornalista sustenta que os pagamentos têm natureza publicitária e estariam vinculados à prestação de serviços de divulgação. Ele também reiterou que os valores decorrem de atividades profissionais regulares no mercado publicitário, sem irregularidades.

Repasses em diferentes momentos e relação entre empresas

A apuração aponta que os repasses ocorreram em diferentes momentos e envolveram tanto o Banco Master quanto uma empresa que recebeu investimentos do mesmo grupo. A relação entre as companhias e o banco é apontada como um ponto central para entender o fluxo financeiro descrito.

Contexto de investigações e escrutínio público

O caso é inserido em um cenário mais amplo de investigações e reportagens que vêm analisando movimentações financeiras envolvendo o Banco Master e empresas associadas. Nos últimos meses, diferentes transações e contratos ligados ao grupo têm sido alvo de escrutínio público, conforme o texto.

Relatório do Coaf menciona transferências e operações consideradas atípicas

Em conteúdo relacionado, é citado um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que colocou a empresa Leo Dias Comunicação no centro de novas apurações sobre a rede financeira do Banco Master. Segundo o documento obtido pelo Estadão, a empresa recebeu, entre fevereiro de 2024 e maio de 2025, ao menos R$ 9,9 milhões em transferências diretas do banco controlado por Daniel Vorcaro, além de outros R$ 2 milhões por meio de uma firma abastecida majoritariamente com recursos do conglomerado.

Com isso, o total identificado pelo órgão chega a R$ 11,9 milhões no período analisado. O relatório também aponta que a quantia corresponderia a cerca de 28% do faturamento da empresa, ampliando o foco das investigações sobre a circulação de recursos ligados ao grupo Master.

O documento chama atenção ainda para operações descritas como fora do padrão, como movimentações de saída superiores aos valores recebidos, pagamento de boletos em nome de terceiros e créditos seguidos de débitos quase imediatos, sem justificativa aparente. Para o Coaf, esse tipo de dinâmica poderia indicar a necessidade de apuração mais aprofundada sobre a origem e o destino final dos recursos.

Em manifestação pública, Leo Dias voltou a afirmar que os valores têm origem em contrato publicitário com o Will Bank. Segundo o jornalista, o acordo teria vigorado entre outubro de 2024 e outubro de 2025 e se restringiu à veiculação de campanhas publicitárias, sem vínculo societário ou investimento direto na empresa.

Outro ponto citado no relatório é a entrada indireta de recursos por meio de empresas ligadas ao entorno do Banco Master. Parte do dinheiro recebido pela Leo Dias Comunicação teria sido transferida por uma firma cuja receita, em cerca de 90%, também viria do próprio banco, elevando as suspeitas sobre o fluxo financeiro entre companhias conectadas ao grupo.

Com informações do Estadão.

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