Alexandre Ramos assume a presidência da Cemig na segunda; indicação foi referendada pelo conselho

Cerimônia deve ter a presença do governador Mateus Simões (PSD), que indicou o novo dirigente para substituir Reynaldo Passanezi.

09/05/2026 às 08:51 por Redação Plox

Alexandre Ramos Peixoto assume oficialmente a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na próxima segunda-feira (11/5), em cerimônia que deve contar com a presença do governador Mateus Simões (PSD), responsável por indicar o novo dirigente.

Nos bastidores, a escolha também foi atribuída a uma espécie de aval do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais.

O Conselho de Administração da Cemig aprovou na última quinta-feira (8 de maio) a substituição da vice-presidência de Participações pela vice-presidência de Tecnologia e Informação

O Conselho de Administração da Cemig aprovou na última quinta-feira (8 de maio) a substituição da vice-presidência de Participações pela vice-presidência de Tecnologia e Informação

Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG


Troca no comando e perfil do novo presidente

Ramos chega para substituir Reynaldo Passanezi, que deixou o posto nesta semana após um período à frente da companhia marcado, segundo a matéria original, pela recuperação financeira e pela valorização da estatal no mercado.

Engenheiro e servidor de carreira da Cemig, o novo presidente teve o nome referendado pelo novo Conselho de Administração da empresa.

Movimentação interna e conexões recentes

Embora a posse seja tratada como parte do rito formal de transição, a nomeação ocorreu em meio a uma intensa articulação nos bastidores.

Interlocutores ouvidos no contexto da matéria apontam que Mateus Simões já demonstrava apreço por Alexandre Ramos desde a época em que ele comandou a Diretoria de Regulação e Relações Institucionais, função exercida até 2023.

Depois disso, o engenheiro passou a presidir o Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ainda assim, conforme relatos citados, permaneceu no radar de Simões como potencial sucessor de Passanezi.

Participação do ministro e leituras políticas

A passagem pela CCEE também teria aproximado Alexandre Ramos do ministro Alexandre Silveira.

A partir dessa relação, Silveira teria

recomendado o nome do engenheiro para a presidência da Cemig
, atribuindo a escolha a um perfil considerado técnico e adequado para a função.

Essa sinalização foi interpretada, nos bastidores, como um gesto de aproximação entre Silveira e Simões, em um momento em que Lula busca estruturar um palanque em Minas Gerais.

Aliados do governo federal no Estado, segundo o texto original, enxergaram na indicação um indício de que o ministro estaria se aproximando do governo estadual, em movimento que poderia envolver interlocuções com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Versões em disputa e cenário em Minas

Uma das avaliações ventiladas nos bastidores é que Alexandre Silveira tentaria manter pontes com diferentes grupos políticos, preservando espaço tanto junto ao Palácio do Planalto quanto no entorno de Simões.

No entanto, pessoas ligadas ao ministro rejeitaram essa leitura e sustentaram que não há movimentação nesse sentido.

Também circula a informação de que, neste momento, Silveira estaria mais próximo de Mateus Simões do que do senador Rodrigo Pacheco (PSB), nome defendido por Lula para a disputa pelo governo mineiro.

Recentemente, Simões — que disputará a reeleição — deixou o partido Novo e se filiou ao PSD, mesma sigla do ministro.

Viagem aos EUA e ruídos no entorno do ministro

No entorno de Silveira, a movimentação foi descrita como reflexo de um incômodo ligado à proximidade do ministro com Lula.

A matéria ressalta que, nesta semana, o ministro — apontado como o único mineiro na Esplanada — acompanhou o presidente em viagem aos Estados Unidos para uma reunião com Donald Trump.

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