Viagem à França com Ciro Nogueira volta ao foco após PF deflagrar Operação Compliance Zero
Polícia Federal apura supostas vantagens envolvendo o senador e relações com empresa ligada ao dono do Banco Master; defesa nega irregularidades
09/05/2026 às 08:09por Redação Plox
09/05/2026 às 08:09
— por Redação Plox
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Uma viagem à França feita em janeiro de 2025 reuniu, no mesmo grupo, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a filha dele, Maria Eduarda Nogueira, com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a então namorada do empresário, a influenciadora Martha Graeff. As imagens do passeio foram publicadas nas redes sociais e voltaram a repercutir após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, na quinta-feira (7/5), que apura supostas vantagens financeiras e patrimoniais envolvendo o parlamentar.
Fotos da viagem foram postadas nas redes sociais
Foto: crédito: Reprodução/Redes sociais
Registros obtidos pelo Correio Braziliense
Registros obtidos pelo Correio Braziliense mostram Maria Eduarda e Martha Graeff em encontros e viagens, com demonstrações públicas de amizade. A viagem ocorreu antes de a Polícia Federal apontar indícios de que a relação entre Vorcaro e Ciro Nogueira, descrito no material como presidente nacional do Progressistas, poderia ir além da proximidade pessoal.
A operação investiga
A operação investiga repasses financeiros, aquisição de participação societária e benefícios que teriam sido concedidos ao senador e a pessoas ligadas a ele. No âmbito da apuração, a PF também mira a CNFL Empreendimentos Imobiliários, que foi alvo de mandados por ter recebido pagamentos de uma empresa vinculada ao dono do Banco Master.
A CNFL tem no quadro societário familiares de Ciro Nogueira, entre eles as filhas Maria Eduarda e Iracema Nogueira e a ex-mulher do senador, Eliane Nogueira. O próprio parlamentar e o irmão, Raimundo Nogueira, também aparecem como sócios.
Conforme dados da Junta Comercial do Piauí
Conforme dados da Junta Comercial do Piauí citados no material, Maria Eduarda e Eliane detêm 47% de participação cada uma na empresa. Iracema tem 5%, e Ciro Nogueira, 1%. A Polícia Federal apura se os pagamentos à CNFL teriam servido para ocultar vantagens indevidas relacionadas ao suposto esquema sob investigação envolvendo o Banco Master.
A defesa de Ciro Nogueira
A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que as relações pessoais e empresariais do senador ocorreram dentro da legalidade. Os advogados sustentam que não há provas de participação do parlamentar em esquema ilícito e dizem confiar que as investigações vão esclarecer os fatos.