Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan; duas mortes são investigadas
Medida temporária mira investigação de casos graves; pasta afirma que não há conclusão de que 42 reações adversas tenham sido causadas pelo imunizante
Cinco meses após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, em Bacabal, no Maranhão, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou que investigadores pretendem ampliar a apuração com possível apoio da Interpol.
Caso das crianças desaparecidas segue sem solução após meses de buscas.
Foto: Foto: Redes sociais.
Até a última consulta aos canais oficiais, não havia comunicado público confirmando a formalização do acionamento do órgão internacional.
Clarice relatou nas redes sociais que recebeu contato de investigadores e que a nova etapa poderia incluir a checagem de registros em pontos monitorados, como portos e aeroportos.
A fala da mãe ocorre em meio à ausência de respostas concretas sobre o paradeiro dos filhos, vistos pela última vez em 4 de janeiro.
Ágatha e Allan desapareceram no povoado São Sebastião dos Pretos, comunidade quilombola na zona rural de Bacabal.
Na ocasião, eles estavam com o primo Anderson Kauã Barbosa Reis, de 8 anos, que também chegou a ser considerado desaparecido, mas foi encontrado com vida três dias depois, em uma área de mata.
Desde o início do caso, as buscas mobilizaram uma força-tarefa com Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Centro Tático Aéreo, Defesa Civil, Exército, Marinha, equipes de outros estados, cães farejadores, drones e equipamentos de varredura em áreas de mata e no Rio Mearim.
Apesar do esforço, as autoridades não divulgaram a localização de vestígios físicos que confirmem o paradeiro dos dois irmãos.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou, ao longo da apuração, que nenhuma hipótese foi descartada.
Entre as linhas avaliadas pelas autoridades estiveram a possibilidade de as crianças terem se perdido, a participação de terceiros e outras circunstâncias ainda não esclarecidas.
A polícia também verificou denúncias recebidas em outros estados, mas pistas divulgadas publicamente não levaram à localização das crianças.
Clarice afirmou que segue tentando retomar parte da rotina enquanto aguarda respostas.
Ela também disse que precisa se manter forte pelo filho mais velho e pela expectativa de reencontrar Ágatha e Allan.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil do Maranhão, sem confirmação oficial sobre o paradeiro das crianças.