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A primeira-dama Janja da Silva respondeu, nesta segunda-feira (8), em Brasília, a críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre seus encontros com mulheres evangélicas. A declaração ocorreu durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na sede nacional do partido, em meio à tentativa da legenda de ampliar o diálogo com esse segmento religioso.
Janja da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Durante a fala, Janja afirmou que não se refere a Malafaia como pastor e disse que ele teria tratado como “insignificantes” mulheres com quem ela vinha se reunindo. Em seguida, rebateu:
“insignificante é ele”.
A primeira-dama também defendeu que todas as mulheres são importantes, independentemente do tamanho dos encontros.
A fala citada por Janja remete a uma entrevista concedida por Malafaia no ano passado, após uma agenda da primeira-dama com mulheres evangélicas em Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, segundo registros de veículos nacionais, o pastor afirmou que os encontros reuniam pessoas sem expressão no meio evangélico.
À CNN Brasil, Malafaia reagiu à fala da primeira-dama e questionou por que seu nome foi citado caso ele fosse considerado “insignificante”. Ele também voltou a criticar Janja no contexto da disputa política em torno do eleitorado evangélico.
No encontro do PT, Janja defendeu que lideranças progressistas ocupem espaços de diálogo nas igrejas e disse que temas como violência doméstica e feminicídio também precisam ser tratados dentro das comunidades religiosas. Segundo o PT, o evento reuniu lideranças evangélicas, pastores, parlamentares, militantes e representantes de movimentos sociais.
A agenda faz parte de um movimento do partido para reduzir resistências junto ao público evangélico, grupo em que o governo Lula enfrenta maior dificuldade de aprovação. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em maio apontou que 65% dos evangélicos desaprovavam a gestão federal, enquanto 30% aprovavam.
O público evangélico tem peso crescente no debate político nacional. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que os evangélicos passaram de 21,6% da população de 10 anos ou mais em 2010 para 26,9% em 2022, chegando a 47,4 milhões de pessoas.
O encontro desta segunda-feira também teve como eixo as eleições de 2026 e a defesa de uma carta política voltada ao segmento. Não houve, até a última atualização das fontes consultadas, indicação de novo pronunciamento oficial do PT ou de Malafaia além das manifestações já registradas sobre o episódio.