EUA lançam ofensiva aérea na Síria contra Estado Islâmico após ataque mortal

Operação 'Olho de Falcão', autorizada por Donald Trump e coordenada com aliados, usa mais de 90 munições guiadas e 20 aeronaves para atingir 35 alvos em resposta a ação em Palmira

10/01/2026 às 19:36 por Redação Plox

A Central de Comando dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) informou, em publicação no X, antigo Twitter, que realizou ataques a alvos na Síria neste sábado (10). A ofensiva começou por volta de 14h30, no horário de Brasília, em coordenação com países aliados, de acordo com o comunicado oficial.

Aeronaves bombardearam o país neste sábado (10)

Aeronaves bombardearam o país neste sábado (10)

Foto: Reprodução X / @CENTCOM


Segundo o órgão, o bombardeio foi autorizado pelo presidente americano, Donald Trump, e integra a operação “Olho de Falcão”, voltada contra o grupo Estado Islâmico. No texto divulgado, o comando destacou que os ataques foram conduzidos em diferentes pontos do território sírio e fazem parte do esforço contínuo para combater o terrorismo, prevenir novas ações extremistas e proteger militares norte-americanos e forças parceiras na região.

Mais de 35 alvos atingidos na ofensiva

Em entrevista à NBC News, o porta-voz do CENTCOM, Capitão Tim Hawkins, afirmou que mais de 35 alvos foram atingidos durante a ação. De acordo com ele, a operação empregou mais de 90 munições guiadas de precisão — armamentos que utilizam sistemas de mapeamento para aumentar a exatidão dos disparos — e contou com a participação de mais de 20 aeronaves militares. Segundo o porta-voz, o objetivo central da ofensiva é impedir a ocorrência de novos ataques.

Operação marca primeiros ataques após queda de Bashar al-Assad

Lançada em 19 de dezembro de 2025, a operação “Olho de Falcão” representa a primeira série de ataques dos Estados Unidos na Síria desde a queda do presidente Bashar al-Assad. Washington aponta que as ações são uma resposta direta a um “ataque mortal” atribuído ao Estado Islâmico, ocorrido em 13 de dezembro em Palmira, que deixou dois militares americanos e um civil — que atuava como intérprete — mortos.

No comunicado, o CENTCOM reforçou que pretende reagir a qualquer ofensiva contra suas tropas e as forças sírias aliadas, indicando que novas ações não estão descartadas à medida que a operação se desenrola no país. A mensagem dos militares é de que ataques contra combatentes dos Estados Unidos terão resposta em qualquer parte do mundo.

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