Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão por estupro de vulnerável contra mais de 60 crianças em MG
Justiça de Minas Gerais sentencia Bernardino Batista dos Santos a 24 anos e 9 meses de prisão e ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais; crimes ocorreram desde 1975 e decisão ainda cabe recurso
10/01/2026 às 09:21por Redação Plox
10/01/2026 às 09:21
— por Redação Plox
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A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-padre Bernardino Batista dos Santos a 24 anos e 9 meses de prisão por estupro de vulnerável contra mais de 60 crianças. A sentença também prevê o pagamento de R$ 30 mil por danos morais. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
Bernardino Batista
Foto: Reprodução : Paróquia Cristo Rei
Batista atuava como líder religioso na Paróquia Cristo Rei, em Contagem (MG), e estava afastado da arquidiocese desde 2021, após se tornar alvo de dezenas de denúncias de abuso sexual envolvendo crianças de 3 a 11 anos. Os casos teriam ocorrido em um sítio no município de Tiros, na região do Alto Paranaíba, desde 1975.
Abusos em sítio e início das investigações
De acordo com a polícia, o caso mais recente atribuído ao ex-padre ocorreu em 2016, durante uma festa de casamento em um sítio, quando uma criança de 4 anos teria sido abusada.
A denúncia desse episódio foi formalizada em 9 de agosto de 2025 e marcou o início das investigações que levaram à apuração de dezenas de vítimas.
As apurações apontaram que o idoso teria cometido os crimes principalmente durante excursões organizadas pela Igreja ao sítio, onde grupos de crianças participavam de atividades ao longo do dia.
Paróquia Cristo Rei
Foto: Reprodução: Google street view
Condenação em primeira instância
Com base nas investigações, o ex-padre foi condenado por estupro de vulnerável e responsabilizado também pelo pagamento de indenização por danos morais. A sentença foi proferida em primeira instância, o que significa que a defesa ainda pode recorrer às instâncias superiores da Justiça.
A orientação de órgãos de proteção é que, em casos de suspeita ou conhecimento de violência contra crianças e adolescentes, a população denuncie de forma anônima pelo Disque 100, procure o Conselho Tutelar, uma delegacia de polícia ou acione o 190 em situações de emergência, reforçando que proteger crianças é responsabilidade de toda a sociedade.