Lula nomeia Manoel Carlos como ministro interino da Justiça após saída de Lewandowski

Secretário-executivo assume Ministério da Justiça e Segurança Pública temporariamente enquanto governo e PT intensificam articulações para definição do novo titular da pasta

10/01/2026 às 09:03 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, como ministro interino da pasta, após a saída de Ricardo Lewandowski.

Ministério da Justiça e Segurança Pública

Ministério da Justiça e Segurança Pública

Foto: Agência Brasil


Manoel Carlos assume o comando do ministério de forma temporária e permanecerá no cargo até que Lula defina o novo titular. A sucessão na Justiça ocorre em meio a articulações políticas dentro do governo e do PT.

Cotados para assumir o Ministério da Justiça

Entre os nomes avaliados pelo Palácio do Planalto está o de Wellington César Lima e Silva, jurista próximo ao presidente e à ala baiana do governo, da qual faz parte o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Wellington já chefiou o Ministério da Justiça em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). No atual mandato de Lula, integrou a Casa Civil como secretário de assuntos jurídicos, função estratégica no Palácio do Planalto e que mantém interlocução direta com o presidente da República.

O ministro da Educação, Camilo Santana, também aparece entre os cotados para a vaga. Considerado um dos principais quadros do PT e nome de confiança de Lula, ele esteve com o presidente na quinta-feira (8). O conteúdo da conversa, porém, não foi divulgado.

Demissão de Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski entregou sua carta de demissão ao presidente na quinta-feira (8), alegando motivos pessoais e familiares para deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública a partir de 9 de janeiro de 2026.

A saída de Lewandowski encerra um ciclo em que o ex-ministro do STF ocupou um dos cargos mais sensíveis do governo federal.

Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026. Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos.Ricardo Lewandowski

A definição do novo titular da Justiça deve considerar o peso político da pasta, as alianças internas no governo e o papel estratégico do ministério na condução de temas de segurança pública e articulação institucional.

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