Após morte de Henrique Maderite, “sinal de Frank” volta a viralizar; marca na orelha pode indicar risco de infarto?

Vinco diagonal no lóbulo da orelha é estudado como possível marcador de risco cardiovascular, mas não diagnostica nem prevê infarto, dizem especialistas

10/02/2026 às 18:36 por Redação Plox

Depois da morte do influenciador Henrique Maderite, um detalhe físico voltou a viralizar nas redes: uma dobra diagonal no lóbulo da orelha, conhecida como “sinal de Frank”. A marca existe em muitas pessoas e, há décadas, é estudada por uma possível associação com doenças das artérias do coração — mas especialistas reforçam que não se trata de diagnóstico e não deve ser usada como “previsão” de infarto.

a marca na orelha virou assunto

a marca na orelha virou assunto

Foto: Redes Sociais


O principal recado dos médicos é simples: o vinco pode servir como um alerta para checar fatores de risco e manter acompanhamento, especialmente quando a pessoa já tem histórico familiar, pressão alta, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sobrepeso ou sedentarismo.

O que é o “sinal de Frank”

O sinal de Frank é um vinco/prega diagonal que atravessa o lóbulo da orelha, podendo aparecer em uma orelha ou nas duas. Ele foi descrito na literatura médica como um possível marcador externo associado ao envelhecimento dos vasos e à aterosclerose — processo em que placas se acumulam nas artérias, inclusive as coronárias.

Qual é a relação com risco de infarto

Estudos observacionais e revisões científicas encontraram associação entre a dobra no lóbulo e maior chance de doença coronariana em parte das populações analisadas. Ao mesmo tempo, há trabalhos que não confirmam a relação em determinados grupos, o que mantém o tema como um sinal que pode ajudar no “olhar clínico”, mas não substitui avaliação médica nem exames.

Em outras palavras: a dobra, sozinha, não prova nada — mas, se estiver presente, pode ser um motivo a mais para revisar hábitos e fazer um check-up, principalmente em quem já acumula fatores de risco.

Quando investigar e o que fazer na prática

Médicos orientam que vale conversar com clínico geral ou cardiologista quando o vinco aparece junto de fatores de risco ou sintomas. Na consulta, o profissional costuma avaliar histórico, pressão arterial, glicemia, colesterol, peso e rotina (sono, alimentação, atividade física), e decidir se há necessidade de exames.

Procure atendimento de urgência se houver sinais compatíveis com problemas cardíacos, como dor/pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, palpitações fortes ou desmaio — com ou sem “sinal de Frank”.

O que dá para concluir (sem alarmismo)

O “sinal de Frank” pode funcionar como um lembrete visual para cuidar do coração, mas não deve virar motivo de pânico nem de autodiagnóstico. O que mais pesa no risco de infarto continua sendo o conjunto de fatores bem conhecidos — e eles, sim, são modificáveis com acompanhamento e mudanças de estilo de vida.

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