Motta faz reunião nesta terça (10) para destravar regulamentação do trabalho por apps

Encontro na Câmara busca reduzir impasses do PLP 152/2025 antes do parecer e definir calendário de tramitação, sob pressão de plataformas, trabalhadores e governo

10/03/2026 às 07:28 por Redação Plox

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para a manhã desta terça-feira (10/03/2026) uma reunião para discutir o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. A iniciativa ocorre após semanas de negociações e pressão de diferentes frentes — plataformas, representantes de trabalhadores e governo — e é vista como uma tentativa de destravar a tramitação da regulamentação do trabalho por apps e organizar um cronograma de votação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados


Reunião busca reduzir impasses antes do parecer

A pauta da reunião é a regulamentação do trabalho mediado por plataformas, como serviços de transporte e entregas. O tema vem sendo tratado como prioridade do Legislativo em 2026 e, nos bastidores, a expectativa é que o encontro ajude a diminuir divergências antes da apresentação do parecer e da votação.

De acordo com o que foi antecipado pelo relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), o encontro deve reunir Hugo Motta e ministros do governo envolvidos na articulação, além de tratar do calendário. Coutinho indicou ao Broadcast Político que pretende apresentar seu parecer na primeira semana de abril.

Nos últimos meses, Motta já vinha se reunindo com atores centrais do debate — o relator, a presidência da comissão especial e representantes das plataformas — e declarou que a Câmara seguirá ouvindo “todos os lados” para buscar uma solução “com equilíbrio e critério técnico”.

Posicionamentos oficiais e disputa de prazos

Em nota publicada pela Agência Câmara em 04/02/2026, Motta afirmou que houve avanço na discussão do PLP 152/2025 e que o processo seguirá com escuta de parlamentares, governo e empresas do setor, sem data definida naquele momento para votação.

Já o SBT News noticiou em 05/02/2026 que Motta manifestou intenção de levar a proposta a voto até a primeira quinzena de março, mesmo sem um acordo completo entre empresas e trabalhadores. O movimento indica que o tema pode chegar ao plenário com divergências ainda em aberto.

Quem é diretamente afetado pela regulamentação

Se a regulamentação avançar, os efeitos devem ser imediatos para diferentes grupos:

  • Motoristas e entregadores: regras sobre proteção social, remuneração e condições de trabalho podem alterar a forma de contribuição previdenciária e a previsibilidade de ganhos.

  • Usuários: eventuais mudanças de custos e do modelo de operação podem influenciar preços e oferta de corridas e entregas, a depender do desenho final do texto.

  • Plataformas e pequenos negócios: empresas alegam risco de aumento de custos e insegurança jurídica caso o relatório aproxime a relação das normas da CLT. O setor tem defendido “equilíbrio” no substitutivo em discussão, buscando evitar mudanças bruscas no modelo atual.

Calendário em construção e novas rodadas de negociação

A agenda imediata da proposta está organizada em três movimentos principais:

  1. 10/03/2026 (terça-feira): a reunião convocada por Hugo Motta pretende alinhar o debate político e tentar destravar a regulamentação do trabalho por aplicativos na Câmara, definindo um caminho para a tramitação.

  2. Abril (previsão do relator): Augusto Coutinho indicou que pretende apresentar o parecer na primeira semana de abril, o que pode abrir caminho para votação na comissão especial e, em seguida, no plenário.

  3. Ajustes em aberto: o texto ainda pode ser alterado após novas rodadas de conversas com governo, plataformas e representantes de trabalhadores. Como parte das tratativas ocorre em reuniões fechadas, pontos específicos de um eventual acordo tendem a permanecer em apuração até que haja comunicados oficiais ou a divulgação do relatório.

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