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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Crime Organizado) do Senado marcou para a próxima terça-feira (14/4) o depoimento do ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), seguido da leitura e votação do relatório final dos trabalhos. A data coincide com o último dia de funcionamento do colegiado, instalado em novembro de 2025.
De acordo com a pauta divulgada pela comissão, a sessão será dividida em duas etapas. No início da manhã, os senadores farão a oitiva de Castro. Na sequência, o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentará o parecer final, que será submetido à deliberação dos integrantes da CPI.
A definição do cronograma ocorre depois de uma tentativa frustrada de estender o prazo da comissão. A cúpula do colegiado articulou a ampliação dos trabalhos, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não atendeu ao pedido e manteve o encerramento para o dia 14. Com isso, os senadores passaram a concentrar, em uma única data, as etapas finais da CPI.
Senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado
Foto: Alessandro Dantas/PT
Apesar de ter sido convocado, há dúvidas sobre o comparecimento de Castro. Integrantes da comissão avaliam que o ex-governador pode buscar respaldo no Judiciário para não prestar depoimento, a exemplo do que ocorreu com o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), que foi desobrigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão liminar.
A cúpula da comissão quer que Castro esclareça a situação do Rio de Janeiro, apontado como um dos principais focos das apurações. Segundo Alessandro Vieira, o estado
“tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país” Segundo Alessandro Vieira,especialmente no que diz respeito à relação entre facções, milícias e estruturas financeiras.
Nos últimos dias, a CPI intensificou críticas ao que considera interferência de decisões judiciais no andamento das investigações. Parlamentares afirmam enfrentar dificuldades para garantir oitivas e aprovar medidas como quebras de sigilo — o que, na avaliação da cúpula, tem comprometido o alcance dos resultados.
Com o prazo se esgotando, a comissão entra na fase final pressionada a consolidar as conclusões sobre a atuação do crime organizado e sua relação com o sistema financeiro, eixo das apurações desde o caso Master. O relatório deve reunir pedidos de indiciamento e propostas de encaminhamento às autoridades competentes.