Ibovespa sobe 1,12% e fecha em novo recorde aos 197,3 mil pontos

Índice renova máximas pelo terceiro pregão seguido, acumula alta de 4,93% na semana e de 22,47% no ano, com impulso do fluxo estrangeiro

10/04/2026 às 20:48 por Redação Plox

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira, 10, em alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, depois de oscilar entre 195.129,25, na mínima, e 197.553,64, na máxima intradiária. Com o resultado, o principal índice da bolsa brasileira renovou os recordes de fechamento e de máxima intradiária pelo terceiro pregão consecutivo.

O volume financeiro somou R$ 33,4 bilhões. Na semana, o índice acumulou valorização de 4,93% e, no ano, de 22,47%. No ano passado, o Ibovespa acumulou valorização de quase 34%, segundo o texto.


O Ibovespa encerrou esta sexta-feira, 10, em alta de 1,12%.

Foto: Reprodução / Bruno Rocha / Arena


Terceiro recorde seguido e avanço de 9 mil pontos em três sessões

A bolsa brasileira voltou a se descolar do exterior, onde prevaleceu cautela diante das incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã. Ainda assim, manteve o ritmo de alta, impulsionada principalmente por fluxo estrangeiro. Apenas nas últimas três sessões, o Ibovespa avançou cerca de 9 mil pontos.

Blue chips sustentam alta; Hapvida dispara e Azzas lidera quedas

Entre os destaques do pregão, as blue chips sustentaram o desempenho positivo. A Petrobras (PETR3 e PETR4) avançou 2,49% e 2,36%, respectivamente, mesmo com o recuo do petróleo no exterior. A Vale (VALE3) subiu 1,06%, na contramão do minério de ferro.

No setor financeiro, Itaú (ITUB4) ganhou 0,70%, Bradesco (BBDC4) avançou 0,74% e Santander (SANB11) teve alta de 0,44%. Na direção oposta, o BTG (BPAC11) recuou 0,43%.

Na ponta positiva, a Hapvida (HAPV3) liderou com alta de 13,05%, seguida por Engie (EGIE3), com 4,64%, e Prio (PRIO3), com 3,36%. Já entre as maiores quedas ficaram Azzas (AZZA3), com recuo de 10,88%, Usiminas (USIM5), com queda de 6,12%, e CSN (CSNA3), que caiu 5,45%.

Alta apesar do IPCA acima do esperado

O ambiente seguiu favorável aos ativos de risco, mesmo diante de pressões inflacionárias e incertezas geopolíticas. Investidores continuaram atentos às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, com expectativas de avanços diplomáticos, embora o cenário permaneça incerto, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz e seus impactos sobre os preços do petróleo.

No Brasil, o IPCA de março subiu 0,88%, acima das expectativas, reforçando a percepção de inflação ainda resistente no curto prazo. Ainda assim, o mercado segue calibrando as apostas para a política monetária.

Interessante observar que esse movimento acontece em um dia que o índice de março de inflação, nosso IPCA, veio em 0,88%, acima do esperado e já refletindo o cenário geopolítico. Essa aceleração foi puxada principalmente por transportes e alimentação e faz o mercado recalibrar as expectativas para a Selic. A aposta que estava em 0,5 ponto deve migrar para 0,25, diante da postura cautelosa do Banco Central

Bruna Centeno, economista e sócia da Blue3 Investimentos

Segundo Centeno, o avanço do Ibovespa também foi favorecido pela entrada de capital externo e pelo desempenho de commodities e do setor financeiro, em um dia em que, no exterior, índices americanos operaram no negativo.

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