Temporada de gripe começa mais cedo e casos graves por influenza quase dobram no Brasil em 2026
Levantamento aponta alta entre janeiro e meados de março; mais de 800 mortes por vírus respiratórios já foram registradas, e Contagem decretou emergência
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 4,14%.
O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A projeção dos economistas era de alta de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.
A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses.
Foto: Freepik
Mesmo com a aceleração, o indicador permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%.
Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua, com acompanhamento mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.
Em março, os principais destaques do IPCA foram os grupos Transportes e Alimentação e bebidas. Transportes subiu 1,64% e respondeu por 0,34 ponto percentual (p.p.) do índice. Já Alimentação e bebidas avançou 1,56%, com impacto de 0,33 p.p.
Juntos, os dois grupos concentraram 76% da inflação registrada em março.
Veja o resultado dos grupos do IPCA:
Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, impulsionada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período.
A gasolina teve papel central no resultado: após cair 0,61% em fevereiro, o preço subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 p.p. no IPCA.
O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular caiu 0,98%.
Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões.
Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, porém com desaceleração: o aumento passou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.
As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%, refletindo reajustes em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados.
Outros serviços de transporte apresentaram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, o metrô teve alta de 0,67% e o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.
O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte.
Grande parte do avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior.
Entre os itens que mais encareceram estão:
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos:
Outro grupo com avanço relevante foi o de Despesas pessoais, que subiu 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de ingressos para cinema, teatro e concertos, que avançaram 3,95% após o fim da “Semana do Cinema”, realizada em fevereiro.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para os planos de saúde, que registraram alta de 0,49%.