Jorge Messias diz que seguirá negociando no Senado por apoio à indicação ao STF

Sabatina na CCJ está prevista para 29 de abril, após leitura do relatório em 15/4; governo precisa de 14 votos na comissão e 41 no plenário

10/04/2026 às 10:43 por Redação Plox

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quinta-feira (9/4) que pretende manter conversas com senadores para buscar apoio à sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita após o anúncio oficial do calendário de sabatina no Senado.


Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ainda precisa passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, pela votação no plenário.

Atual AGU, Jorge Messias foi indicado por Lula ao STF, mas ainda terá que passar pelo crivo do Senado

Atual AGU, Jorge Messias foi indicado por Lula ao STF, mas ainda terá que passar pelo crivo do Senado

Foto: José Cruz/Agência Brasil


Messias diz que seguirá conversando com os senadores

Com otimismo e serenidade, recebo o calendário estipulado pelo Senado Federal para a realização de minha sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agradeço ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar, e ao relator do processo, senador Weverton Rocha, o envio e o trâmite da mensagem presidencial. Até a data da sabatina, permanecerei buscando o diálogo franco e aberto com todos os 81 senadores, de forma respeitosa, transparente e propositiva

Jorge Messias, em nota

Nesta quinta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu enviar à CCJ a indicação de Messias para a vaga no STF.

CCJ deve ler relatório no dia 15 e marcar sabatina para 29

Em entrevista coletiva, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), informou que pretende ler seu relatório na próxima quarta-feira (15/4). A sabatina na CCJ está prevista para o dia 29.

A indicação é para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, ocorrida no ano passado.

Para avançar na CCJ, Messias precisará de 14 votos. No plenário do Senado, serão necessários ao menos 41 votos para a confirmação do nome ao Supremo.

Weverton Rocha relatou que a indicação foi feita por Lula no ano passado e que houve demora no envio da mensagem ao Senado. Segundo ele, após a homologação dos documentos necessários, houve reunião com Alcolumbre e com o presidente da CCJ, Otto Alencar, para definir o calendário.

O relator evitou estimar o placar, mas avaliou que o ambiente no Senado é favorável ao indicado.

Mensagem foi enviada em 1º de abril após quatro meses do anúncio

O governo Lula oficializou em 1º de abril o envio da mensagem ao Senado com a indicação de Messias, quatro meses depois do anúncio. Desde então, o Planalto vinha avaliando o melhor momento para protocolar o documento, diante de resistências ao nome do atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

Indicação gerou tensão entre Lula e Alcolumbre

A escolha de Messias para o STF gerou tensão entre Lula e o presidente do Senado. Alcolumbre demonstrou insatisfação e tinha preferência pela nomeação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.

Após o anúncio feito por Lula em novembro do ano passado, Alcolumbre chegou a marcar a sabatina para 10 de dezembro. A sessão, porém, foi cancelada porque o governo não enviou a documentação necessária, em uma estratégia para ganhar tempo e permitir reuniões de Messias com senadores.

A divulgação do novo calendário ocorre um dia depois de Alcolumbre dizer que pretende marcar, “o mais rápido possível”, uma sessão do Congresso Nacional para analisar o veto de Lula ao projeto de lei da Dosimetria. O texto reduz penas de acusados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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