Homem que arrastou ex-companheira presa ao cinto de segurança é condenado a 12 anos e 6 meses em BH

Sentença do 1º Tribunal do Júri reconheceu contexto de violência doméstica e condenou o acusado por tentativa de feminicídio e sequestro com cárcere privado; caso ocorreu no Taquaril.

10/06/2026 às 08:58 por Redação Plox

O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou a 12 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, o homem acusado de arrastar a ex-companheira pelo asfalto depois que ela tentou escapar de um carro em movimento e ficou presa ao cinto de segurança.

Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Foto: Divulgação / TJMG


A decisão reconheceu que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e por motivo relacionado à condição de mulher da vítima.

A sentença foi fixada pelo juiz Marco Antônio Silva, com condenação por tentativa de feminicídio e por sequestro com cárcere privado, conforme informações divulgadas pela imprensa a partir do julgamento.

Como o crime aconteceu

O caso ocorreu em 8 de agosto de 2025, no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte. A acusação aponta que a vítima, professora da rede municipal, foi ameaçada com uma faca e forçada a entrar no veículo conduzido pelo ex-companheiro.

Durante o trajeto, ao passar nas proximidades de uma unidade da Polícia Militar, a mulher tentou sair do carro ainda em movimento, mas ficou presa ao cinto de segurança, com parte do corpo para fora. Ainda conforme a denúncia, o motorista seguiu dirigindo e ela acabou sendo arrastada, sofrendo escoriações.

Socorro e prisão

Depois de conseguir se soltar, a vítima pediu ajuda e foi socorrida por policiais que estavam na região. O suspeito fugiu a pé para uma área de mata, mas foi localizado e preso pouco tempo depois, com apoio de um policial penal que passava pelo local.

Impactos após o ataque

Além das lesões, a professora relatou reflexos na vida profissional. Colegas chegaram a formalizar uma denúncia à Prefeitura de Belo Horizonte por preocupação com a segurança na escola onde ela trabalhava, já que o agressor conhecia a rotina e o local. Ela ficou afastada das atividades por 15 dias.

O PLOX não teve acesso, até a publicação desta matéria, a detalhes sobre eventual recurso da defesa ou manifestação formal do réu no processo. O caso tramita na Justiça mineira.

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