Ex-namorado é condenado a 23 anos por planejar ataque com soda cáustica contra jovem em Jacarezinho
Marlon Ferreira Lemes recebeu pena de 23 anos e 3 meses em regime fechado por tentativa de feminicídio; júri também fixou indenização de R$ 50 mil por danos morais à vítima.
10/06/2026 às 09:52por Redação Plox
10/06/2026 às 09:52
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O Tribunal do Júri de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, condenou Marlon Ferreira Lemes a 23 anos e 3 meses de prisão por planejar um ataque com soda cáustica contra a ex-namorada, Isabelly Aparecida Ferreira Moro. A sentença foi anunciada na noite de terça-feira (09/06/2026), após dois dias de julgamento.
Sentença foi anunciada na noite de terça-feira (09/06/2026), após dois dias de julgamento.
Foto: Reprodução
Conforme a decisão dos jurados, o réu foi responsabilizado por tentativa de feminicídio, com reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida em regime fechado, e também foi fixada indenização de R$ 50 mil por danos morais à vítima.
Como foi o ataque
O crime aconteceu em 22/05/2024, quando Isabelly foi atacada em via pública enquanto seguia para a academia, na região central de Jacarezinho. Imagens de câmera de segurança registraram a jovem correndo para pedir ajuda após ser atingida pelo líquido, que depois foi identificado pela investigação como soda cáustica.
Crime aconteceu em 22/05/2024, quando Isabelly foi atacada em via pública .
Foto: Reprodução
Segundo informações divulgadas na época e retomadas na cobertura do caso, a vítima teve queimaduras em áreas do rosto e do tronco e precisou de internação hospitalar prolongada, com procedimentos médicos durante o tratamento.
Acusação aponta plano e execução
De acordo com o que foi apresentado no julgamento, o Ministério Público sustentou que Marlon planejou o ataque e que a execução teria sido feita por Débora Aparecida Custódio Ferreira, então companheira dele. A acusada também estava no júri, mas o julgamento dela foi interrompido após a defesa deixar o plenário, e uma nova data deve ser marcada para análise do caso em separado.
Marlon planejou o ataque e que a execução teria sido feita por Débora Aparecida Custódio Ferreira, então companheira dele.
Foto: Reprodução
Marlon estava preso e aguardava o júri custodiado no sistema prisional do Paraná. O PLOX não teve acesso, até a publicação desta matéria, a manifestação formal da defesa dele sobre a condenação anunciada no plenário.