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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deixou em aberto a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026 e afirmou que, neste momento, a prioridade é acompanhar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar humanitária. A declaração foi dada a jornalistas na saída de um evento político em Brasília.
Michelle Bolsonaro
Foto: PL Mulher Nacional
Michelle disse que não pretende avançar em uma decisão eleitoral enquanto Bolsonaro precisar de cuidados. Ela afirmou que o ex-presidente gostaria que ela concorresse, mas indicou que a escolha dependerá da situação familiar.
A prioridade é a minha casa, o meu maridodisse a ex-primeira-dama.
A presidente do PL Mulher tem sido citada nos bastidores políticos como possível candidata ao Senado. Apesar disso, ela reforçou que não considera o momento adequado para tratar o tema como prioridade.
Michelle também afirmou que a defesa de Bolsonaro deve pedir a prorrogação da prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi concedida em 24 de março, pelo prazo inicial de 90 dias, para recuperação de um quadro de broncopneumonia.
Segundo ela, o ex-presidente ainda precisa permanecer em casa por causa do tratamento de saúde. Michelle mencionou que Bolsonaro enfrenta uma crise prolongada de soluços e relatou que ele teve um dia atípico na segunda-feira (8), com enjoo associado a medicamentos, além de cansaço relacionado ao tratamento.
Questionada sobre eventual participação na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Michelle afirmou que ajudará “no momento certo”. Ela voltou a dizer, porém, que o foco atual é o cuidado com o marido.
A ex-primeira-dama participou do lançamento da pré-candidatura do deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados. Michelle disse ainda que não há reunião marcada com Moraes para tratar da prorrogação da domiciliar e que o assunto está sendo conduzido pelos advogados.