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De acordo com os dados divulgados pelo SBT News, Silvio Santos lidera as menções espontâneas, com 7%, seguido por Roberto Carlos, com 6%, e Fernanda Montenegro, com 3%. Outros nomes tradicionais da TV, da música e da dramaturgia, como Tony Ramos, Antônio Fagundes, Tarcísio Meira, Marília Mendonça e Luiz Gonzaga, também aparecem entre os citados.
Foto: Redes sociais
A pesquisa também mostra uma diferença entre o que o brasileiro consome no dia a dia e o que considera símbolo nacional. O sertanejo aparece como o estilo musical preferido de 26% dos entrevistados, enquanto a música religiosa, cristã ou gospel soma 16%. Já o samba e o pagode, mesmo com preferência menor no consumo, seguem entre os ritmos mais associados à imagem cultural do Brasil.
Na plataforma Globo Gente, o estudo aponta que culinária e música são os principais pontos de consenso sobre a cultura brasileira. Apesar disso, o levantamento indica baixa sensação de representatividade: apenas 10% dos brasileiros dizem se sentir representados pelas propagandas atuais.
A mesma tendência aparece no esporte. Ayrton Senna e Pelé continuam como os atletas que mais orgulham os brasileiros, com ampla vantagem sobre nomes contemporâneos. Segundo o SBT News, Senna teve 22% das menções e Pelé, 21%, enquanto Neymar aparece com 5%.
O retrato reforça uma percepção destacada no estudo: o Brasil ainda se apoia fortemente em símbolos consolidados no passado, enquanto novos nomes enfrentam mais dificuldade para se tornarem referências nacionais amplas. A pesquisa também cita que 25% dos brasileiros não sabem definir o que é “cultura”, sinal de que o tema ainda é vivido de forma desigual no país.
A Globo Gente informa que o “Cultura no Espelho” analisou hábitos, repertórios e identidades culturais dos brasileiros. O estudo também aponta que a cultura de mídia e a cultura religiosa estão entre as práticas mais vivenciadas no país, enquanto museus e teatros aparecem entre as atividades menos frequentes.
O levantamento foi apresentado como ferramenta para compreender mudanças de comportamento e orientar a criação de conteúdos no Brasil, especialmente em um cenário de consumo cultural fragmentado, com forte presença de ritmos populares, religiosidade e referências regionais.