Seis pessoas morrem afogadas em praias do litoral sul de SP entre sábado e domingo
Mortes ocorreram em Itanhaém, Guarujá e Praia Grande; além das seis vítimas fatais, GBMar informou ter realizado 67 salvamentos no litoral paulista
A Transparência Internacional tornou pública uma carta em que critica o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma enfrentar uma “escalada de assédio vinda de membros do governo brasileiro”. O texto é uma reação direta à nota divulgada pela Casa Civil, comandada pelo ministro Rui Costa (PT), que classificou a entidade como “ONG investigada pela Polícia Federal”.
Luiz Inácio Lula da Silva
A carta foi divulgada na sexta-feira (9), dias depois de o governo petista questionar um levantamento da organização sobre obras federais. Em nota à imprensa, a Casa Civil desqualificou o estudo e se referiu à Transparência Internacional como “ONG investigada pela Polícia Federal”.
Ao responder ao governo brasileiro, a entidade apontou tentativas do Planalto de deslegitimar o trabalho de apuração de dados do Executivo, relacionando os ataques às críticas que vem fazendo à gestão.
No documento, a Transparência Internacional afirma manifestar “extrema preocupação” com o cenário atual. Para a organização, há uma escalada de assédio contra seu capítulo brasileiro, alimentada por acusações sem comprovação e por declarações atribuídas a motivações políticas.
O texto também ressalta que esses ataques ocorrem apesar de o próprio governo federal, em diferentes ocasiões, ter sublinhado o papel essencial de organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas, na tomada de decisões e na prevenção da corrupção, sobretudo em programas de investimentos públicos de grande porte.
A ONG destaca como “de particular gravidade” a afirmação da Casa Civil de que a entidade estaria sob investigação pela Polícia Federal. Segundo a Transparência Internacional, não há registro público de inquérito nesse sentido, nem qualquer notificação formal sobre eventual investigação.
Na avaliação da organização, a inexistência de documentação que comprove a acusação levanta dúvidas sobre a origem da informação e sobre a forma como estaria sendo usada em um embate político. A carta questiona se um órgão federal poderia admitir conhecimento de suposta ação policial e se dados sigilosos estariam sendo evocadas de maneira imprópria com fins políticos.
Desde 2024, a Transparência Internacional afirma ser alvo de assédio judicial no Brasil. Em fevereiro daquele ano, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu investigação para apurar suposto recebimento de recursos públicos pela organização em acordos de leniência, mecanismo utilizado em colaborações de empresas com a Justiça.
A entidade negou a acusação e sustentou que as informações eram falsas. Em outubro de 2024, o procedimento foi arquivado após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não havia elementos que indicassem a prática de crime por parte da organização.