PF cumpre mandados em SC e apreende mala com dinheiro na Operação Barco de Papel
Terceira fase investiga crimes contra o sistema financeiro ligados à gestão de recursos da RioPrevidência e apura suspeitas de irregularidades em investimentos no Banco Master.
11/02/2026 às 09:41por Redação Plox
11/02/2026 às 09:41
— por Redação Plox
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.
PF faz nova fase da Operação Barco de Papel
Foto: Divulgação
De acordo com a PF, ao chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, os agentes foram surpreendidos quando um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones.
Mandados em Santa Catarina e suspeita de obstrução
Nesta etapa da operação, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
O objetivo desta terceira fase é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação durante a etapa anterior, deflagrada em 23 de janeiro.
Suspeitas sobre investimentos da RioPrevidência
A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. Segundo as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
As apurações continuam para identificar responsabilidades e eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.