Irã anuncia saída da Copa do Mundo de 2026 após escalada de conflito com Israel e EUA
Ministro do Esporte iraniano relaciona decisão às tensões e responsabiliza o governo norte-americano; FIFA diz não ter recebido pedido formal e aguarda comunicação oficial da federação do país
11/03/2026 às 11:44por Redação Plox
11/03/2026 às 11:44
— por Redação Plox
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O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, anunciou nesta quarta-feira (11/03/2026) que o país não disputará a Copa do Mundo de 2026, marcada para Estados Unidos, Canadá e México. O posicionamento ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e EUA e coloca o futuro da seleção iraniana no torneio em aberto, já que a FIFA ainda não confirmou ter recebido um pedido formal de retirada.
Irã anuncia saída da Copa do Mundo após conflito com Israel e EUA (
Foto: /FIFA)
Declaração política em meio à guerra
De acordo com relatos divulgados nesta quarta-feira, Donyamali afirmou à TV estatal iraniana que, “sob nenhuma circunstância”, o Irã participará do Mundial, relacionando diretamente a decisão ao contexto de guerra e atribuindo responsabilidade ao governo dos Estados Unidos.
A fala reforça um quadro de incerteza que vinha se formando nos últimos dias, com dirigentes do futebol iraniano indicando que o ambiente político e de segurança poderia inviabilizar a presença do país na Copa de 2026.
Por enquanto, o anúncio do ministro tem sobretudo peso político. Para que a saída seja efetivada no âmbito esportivo, é necessário que a Federação de Futebol do Irã comunique oficialmente a decisão à FIFA, que então aplicará seus regulamentos.
Posicionamento e preocupações da FIFA
Segundo a Associated Press, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, abordou publicamente o tema e afirmou ter recebido garantias do presidente dos Estados Unidos de que a seleção iraniana poderia entrar em território norte-americano para disputar o torneio, apesar das tensões geopolíticas e das dúvidas sobre a logística de participação.
Já a cobertura do jornal britânico Guardian chama atenção para as possíveis consequências de uma retirada. O veículo aponta que uma decisão de não disputar a Copa pode resultar em medidas disciplinares e financeiras previstas nos regulamentos da FIFA, além de abrir debate sobre quem herdaria a vaga e quais sanções esportivas poderiam ser aplicadas. O processo, no entanto, não é automático e depende de trâmites formais.
Consequências para a Copa e para o Irã
No plano esportivo, uma confirmação de saída do Irã obrigaria a FIFA a definir como preencher a vaga e a reorganizar tabela e grupos. Isso teria impacto no planejamento de seleções, sedes e acordos de transmissão da Copa de 2026.
No Brasil, o episódio tende a ganhar espaço no noticiário internacional, alimentando debates sobre segurança, exigência de vistos e presença de delegações em território norte-americano — temas que já vinham aparecendo em casos anteriores envolvendo autorizações de entrada.
Para o próprio Irã, a decisão de abrir mão do Mundial pode ir além do prejuízo esportivo imediato. Dependendo do entendimento disciplinar da FIFA, a retirada pode acarretar sanções e restrições futuras em competições organizadas pela entidade, ampliando o alcance do impacto para além da Copa de 2026.
O que ainda falta ser definido
O próximo passo decisivo é saber se a Federação de Futebol do Irã enviará um comunicado formal à FIFA confirmando a saída da Copa. Só a partir dessa notificação a entidade deverá se pronunciar oficialmente, detalhando procedimentos, prazos e eventuais critérios de substituição da seleção iraniana no torneio.
Até lá, o cenário permanece como um anúncio político com desdobramentos esportivos ainda em apuração, mantendo em suspenso a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 em meio ao conflito com Israel e Estados Unidos.