PF prende policiais militares suspeitos de ligação com grupos criminosos no Rio
Nova fase da Operação Anomalia cumpriu sete prisões preventivas e sete mandados de busca; investigação aponta uso da farda para favorecer tráfico e milícias, com decisões do STF e apoio da Corregedoria da PMERJ.
11/03/2026 às 09:50por Redação Plox
11/03/2026 às 09:50
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11/03/2026) uma nova fase da Operação Anomalia no Rio de Janeiro e prendeu policiais militares investigados por suspeita de envolvimento com grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas e a milícias. A ofensiva contou com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), apoio da Corregedoria da PMERJ e cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Foto: Foto: PF/RJ
Mandados, cidades alvo e determinação de afastamento
De acordo com as informações divulgadas, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão contra policiais militares investigados por atuar, supostamente, em benefício do crime organizado. Todos os alvos foram presos.
As ordens judiciais foram executadas em diferentes pontos do município do Rio de Janeiro, incluindo Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, e ainda em Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense. Houve também determinação de afastamento dos suspeitos das funções e de quebra de sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.
Foto: Polícia Federal Divulgação
Uso da farda para beneficiar o crime organizado
Em nota mencionada na cobertura, a Polícia Federal informou que as investigações apontam que os policiais teriam utilizado “prerrogativas da farda e da função pública” para favorecer o crime organizado. Os indícios incluem facilitação logística para o tráfico de drogas e para milícias, adoção de mecanismos de “blindagem” de criminosos e ocultação de ganhos ilícitos.
Como contexto, a PF já havia divulgado, em 10/03/2026, que a Operação Anomalia teve desdobramento recente voltado a policiais civis suspeitos de extorsão e lavagem de capitais. Nesse núcleo, também foram determinadas medidas cautelares pelo STF, como afastamento de funções e bloqueios patrimoniais, indicando que a investigação avança sobre diferentes frentes de atuação policial vinculadas ao crime organizado.
Reflexos para a população e para a PMERJ
A prisão de policiais militares suspeitos de atuar para grupos criminosos no Rio e na Baixada tende a impactar a rotina de policiamento e a confiança da população, especialmente em áreas onde tráfico e milícias disputam territórios e influenciam diretamente a segurança local.
Dentro da própria corporação, o afastamento dos investigados e a análise detalhada de dados de celulares, computadores e outros dispositivos apreendidos podem abrir caminho para identificar novos envolvidos e fortalecer o papel de corregedorias e mecanismos internos de controle.
Para as investigações em curso, a atuação conjunta entre PF e STF, com uso de medidas como afastamento, quebras de sigilo e buscas, sinaliza um aprofundamento na apuração de redes de proteção e corrupção associadas ao crime organizado.
Próximos passos e avanço da Operação Anomalia
A tendência é que a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal concentrem esforços na análise do material apreendido, a fim de mapear contatos, fluxos financeiros e possíveis conexões com outros agentes públicos e grupos criminosos.
A apuração também deve avançar sobre eventuais novas fases da Operação Anomalia, possíveis denúncias do Ministério Público e a abertura de processos disciplinares na PMERJ, a depender do aprofundamento das provas colhidas.
Até o momento apontado pelas fontes consultadas, não foram detalhados publicamente os nomes de todos os presos nem a íntegra das imputações individuais, o que pode ocorrer em futuras atualizações oficiais e decisões judiciais.