Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação que cobra instalação da CPI do Master na Câmara

Ministro do STF alegou “foro íntimo”, e o mandado de segurança apresentado por Rodrigo Rollemberg foi redistribuído para Cristiano Zanin; pedido busca obrigar a Casa a instalar comissão para apurar suspeitas ligadas ao Banco Master e possíveis menções ao BRB

11/03/2026 às 22:34 por Redação Plox

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito e deixou a relatoria do mandado de segurança que cobra a instalação da chamada “CPI do Master” na Câmara dos Deputados. O pedido busca que a Corte determine à Casa a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar suspeitas relacionadas ao Banco Master e possíveis menções à relação com o BRB (Banco de Brasília).

Toffoli se declara suspeito para analisar CPI do Banco Master de Daniel Vorcaro

Toffoli se declara suspeito para analisar CPI do Banco Master de Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução



Com a saída de Toffoli do caso, o processo foi redistribuído e o ministro Cristiano Zanin passou a ser o novo relator no STF. Caberá a ele conduzir a análise do mandado de segurança e tomar eventuais decisões ao longo da tramitação.

Toffoli se afasta do caso por “foro íntimo”

Toffoli havia sido sorteado relator do pedido apresentado ao Supremo para forçar a instalação da CPI na Câmara. No dia 11 de março de 2026, o ministro registrou sua suspeição, alegando “foro íntimo”, e devolveu o processo para redistribuição, como previsto nas regras que permitem o afastamento de magistrados quando consideram não haver condições de atuar em determinado caso.

Com o afastamento formalizado, o sistema do STF indicou Cristiano Zanin como novo relator. A partir de agora, é ele quem passa a conduzir o exame do mandado de segurança e a definir o ritmo do processo no tribunal.

Pedido de CPI e disputa na Câmara

O mandado de segurança foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele sustenta ter reunido o número necessário de assinaturas para a criação da CPI do Master, mas afirma que a instalação não avançou na Câmara por causa de critérios internos de prioridade e ordem de análise dos requerimentos.

De acordo com relatos mencionados na matéria original, a Presidência da Câmara tem apontado a existência de outros pedidos de CPI apresentados antes, que estariam na frente na chamada “fila” de comissões. Esse cenário alimenta a disputa política sobre quais temas ganham prioridade na Casa.

Impactos na Câmara, na política e no STF

Na Câmara, a troca de relator no Supremo pode alterar o ritmo e a forma de condução do caso, mas não implica, automaticamente, a instalação imediata da CPI do Master. A concessão de eventual ordem para que a comissão seja aberta dependerá da análise de Zanin e do andamento processual no STF.

No campo político, o episódio reforça a pressão de parlamentares e mantém a “CPI do Master” no centro da disputa entre oposição, base governista e Presidência da Câmara sobre quais investigações avançam por meio de comissões parlamentares.

Para o Supremo, a suspeição de Toffoli retira o ministro de um tema considerado sensível e reduz potenciais questionamentos sobre sua imparcialidade nesse processo específico, transferindo a responsabilidade decisória para outro gabinete.

Próximos passos no STF e no Congresso

Com Zanin na relatoria, a tendência é que o STF passe a analisar pedidos iniciais do mandado de segurança, como eventuais solicitações de informações à Câmara dos Deputados e manifestações de órgãos competentes, de acordo com o rito aplicável, antes de qualquer decisão de mérito.

No Congresso, a articulação em torno de uma CPI ou de uma eventual CPMI sobre o caso deve continuar. Entre as estratégias em discussão está a tentativa de contornar a “fila” de pedidos já apresentados, movimento que ainda depende de definições políticas e regimentais, bem como de confirmação sobre o formato e o calendário de qualquer futura comissão.

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