Ubá confirma primeira morte por leptospirose após enchentes de fevereiro
Vítima é uma mulher de 33 anos; óbito foi confirmado em 10 de março de 2026 e há dezenas de notificações da doença ainda sob investigação no município
11/03/2026 às 14:08por Redação Plox
11/03/2026 às 14:08
— por Redação Plox
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A Prefeitura de Ubá, na Zona da Mata, confirmou a primeira morte por leptospirose após as enchentes que atingiram o município no fim de fevereiro. A doença está ligada ao contato com água e lama contaminadas, cenário comum em áreas alagadas, e pode evoluir rapidamente para quadros graves quando não há atendimento e tratamento em tempo oportuno.
Após enchentes, Ubá confirma primeira morte por leptospirose
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Confirmação do óbito e casos em investigação
De acordo com apuração do Estado de Minas, o óbito por leptospirose foi confirmado em 10 de março de 2026, em Ubá, após as chuvas intensas que provocaram enchentes de grandes proporções na cidade no fim de fevereiro.
A vítima era uma mulher de 33 anos. Segundo a mesma apuração, o município mantinha dezenas de notificações de leptospirose sob investigação, o que acende um alerta adicional para a rede de saúde local e para a população exposta às enchentes.
Alerta epidemiológico e mobilização na Zona da Mata
Antes mesmo da confirmação da morte em Ubá, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já havia emitido um alerta epidemiológico e ativado salas de situação em regionais, incluindo o município.
Essas estruturas foram acionadas com orientações para ampliar a resposta sanitária após os temporais na Zona da Mata, com foco na prevenção e vigilância de leptospirose, doenças diarreicas e outros agravos relacionados à água contaminada.
Nas recomendações gerais para o período pós-enchentes, o Ministério da Saúde reforça que a leptospirose pode ocorrer após contato com água e lama de enchentes e esgoto. A orientação é que a população procure atendimento médico ao notar sintomas depois de situações de risco, uma vez que a conduta e o tratamento dependem de avaliação clínica.
Quem está mais exposto e como agir
Entre os grupos que precisam redobrar a atenção estão pessoas que:
tiveram contato com água de enchente, lama ou esgoto;
estiveram em locais com presença de roedores;
participaram de limpeza de imóveis ou ruas atingidos sem proteção adequada.
Ao surgirem sintomas após esse tipo de exposição, a indicação é procurar o quanto antes uma unidade de saúde, sobretudo em casos de febre e dores no corpo após contato com água ou lama de enchente. A busca rápida por atendimento é ressaltada tanto em comunicados de saúde pública quanto na cobertura local do caso.
Na limpeza de casas e vias após o recuo da água, as orientações incluem evitar contato direto com lama e água suja e seguir medidas de higiene e desinfecção recomendadas por autoridades de saúde, para reduzir o risco de novas infecções por leptospirose.
Monitoramento contínuo e resposta pós-desastre
Com a confirmação da primeira morte e a existência de dezenas de casos suspeitos, a tendência é que o município de Ubá e a rede estadual mantenham a investigação das notificações e reforcem a orientação para que a população busque atendimento de forma precoce, diante de qualquer sintoma compatível com leptospirose.
Com salas de situação ativadas e alerta epidemiológico em vigor, a SES-MG deve seguir monitorando os riscos sanitários associados às enchentes na Zona da Mata, incluindo o cenário específico de Ubá, onde a primeira morte por leptospirose após as enchentes se tornou um marco de alerta para a saúde pública local.