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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira (10/4), os gastos do governo federal com educação e afirmou que “caro é ter jovens vítimas do narcotráfico e do crime organizado”. A declaração foi feita durante visita ao novo prédio do campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo.
Durante o discurso, Lula comparou os valores destinados ao custeio de estudantes e de pessoas privadas de liberdade. Segundo ele, um preso em cadeia federal de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto em outras unidades o custo seria de R$ 35 mil anuais. Já um aluno do Instituto Federal custaria R$ 16 mil por ano, o que, na avaliação do presidente, reforça que investir em educação sai mais barato.
Presidente Lula visita unidade do Insituto Federal em Sorocaba
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Um prisioneiro na cadeia federal de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil por ano. Um estudante no Instituto Federal custa R$ 16 mil por ano, metade do que custa o bandido. O que mostra que é mais barato investir em educação que em bandido
Lula
Na sequência, o presidente argumentou que a falta de investimento educacional acaba, indiretamente, elevando os custos com criminalidade. Ele também rejeitou a ideia de que recursos destinados ao setor possam ser tratados como despesa.
Lula sugeriu ainda que parlamentares direcionem emendas do Congresso Nacional para a educação. No texto, é citado que, em 2025, cada senador dispôs de R$ 68,5 milhões em emendas individuais, enquanto cada deputado teve R$ 37,2 milhões. O presidente defendeu que parte desses recursos poderia ser usada para financiar a condução de escolas, como forma de enfrentar problemas do setor.
Mais cedo, durante a inauguração da unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC), Lula afirmou que o acesso à educação também pode funcionar como proteção para meninas diante de abusos e violência doméstica. Ele mencionou situações em que meninas seriam violentadas ao buscar emprego, inclusive durante entrevistas.
O presidente também disse que mulheres precisam estudar para terem condições de escolher com quem viver, sem depender de relações motivadas por necessidade material, como alimentação ou aluguel.
A fala ocorreu um dia após a sanção de uma lei que amplia o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores e prevê outras medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
No mesmo evento, Lula também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que ele estaria “ameaçando todo mundo”. Em tom de provocação, o presidente disse que não quer guerra e defendeu que o país busca paz.